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O tradutor ´é outro recurso bacana. No mínimo divertido. Querendo, receba "entrelinhas " em seu email .
Vem comigo, ás vezes eu explico, rsss

Mostrando postagens com marcador A história de nós dois. Mostrar todas as postagens
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domingo, 6 de janeiro de 2013

Tudo continua quase igual



Olá,  Primeira postagem de 2013,

Quem diria que estaríamos de frente uma para outra se considerarmos aquelas notícias de fim de mundo  que nos chegaram ano passado . Sim, Você já estava  na prenhez dos meus escritos  porque não acreditávamos  que o mundo ía se acabar ,não é?


Tudo continua  quase igual . 
Somos tão quase ,quase sempre 
Por um triz do deleite
ser mais? _ azeite !
Temos tempo!
um amargo feliz

Aceite !
minhas letras de água 
que se encantam
cabem em seus cantos 
desarmam suas mágoas 

Rejeite 
quem  acuse 
de andar em minha companhia 
em todas as horas do dia 
e no esbaldar da noite
Caminha comigo até  que se desenferruje
amacia seu olhar no meu
e me use 
em quase voz 

Seja meu óleo também 
meu combustível
meu diesel 
foz

Faz comigo essa viagem
até que tudo se acabe 
sem nós 



Feliz 2013!






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sábado, 17 de novembro de 2012

Oportunidades


ah! saudades,
oportunidade de me colar os caquinhos
deixou passar
vez de me deixar de vez
mandou para lá
quisera eu ser você
unhava o dia  com pressa
dava-lhe urgente euforia
juntava com cola  a quinquilharia 
jamais me deixaria  
ou me passaria para trás 
minha voz teria o teu nome
meu projeto toda  fome 
na ponta da língua minguando
baixinho: vem cá!!

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domingo, 4 de novembro de 2012

Meu papel





"Da próxima vez  eu levo meu papel ao cinema,  pergunto-lhe como foi o seu dia  , dou-lhe um outro papel de relevância  e assentamento  ou mesmo telefono para apenas ouvir um pouco sua voz e quem sabe  possamos nos traduzir  como antigamente."http://entrelinhas-e-tintas.blogspot.com.br/2010/12/o-velho-papel.html


Meu querido papel,

Prometi, certa vez,  que faria  a diferença em nossas vidas. Não o deixaria de lado tão franca e banalmente . Prometi, sim! e há registro do fato - veja um tantinho da promessa,  logo acima,  e o link todo se desejar ver mais .  

Se sou alguém, é um papel que me recria num banco cartorário oficial 

Não o trocaria por janelas sensíveis a toques,  muitas fontes , muitas gentes.  Seríamos apenas nós dois e toda a cumplicidade do mundo.  
Não á toa , tenho versos espalhados por todos os meus blocos , salas, bolsas e cantinhos por aí .
Tenho, pode apostar . 
Escrever  no papel jornal é macio  como andar com pouca roupa  e de chinelos . Exercito  meus traços,  ranços  , e rastros no céu da boca,  com  garranchos 


Garranchos, são montanhas e serras  com flores   por onde balançamos  bastante nossas rodas , felizes da vida , encantados  por sermos maus  e  parecermos  pioneiros a usar a estrada  em nada surrada, molestada  ou  já vista . 


A letra disforme e bagunçada  e os traços violentos tanto disseram de nós como testemunhas  do nosso inflar.

"quando o verso me reclama
a vida é furta cor e se inflama
derrete os miolos  para que uma emoção me experimente"
                                                     (Já disse isso num post anterior(

 Eles , letras de médico,  foram absolvidos pela pressa e guardam fundamentação  na vontade de se individuar  e decompor. Traduziam  a minha personalidade  cheia de cores  e impactos no ambiente branco do seu relevo de rapel. 
Quantos vãos, voos e volumes  trouxemos a nossa voz ! Escrevemos muitas coisas juntos  e cada letra e contorno  examinaram uma emoção com estetoscópio  para não perder nada de nossas vozes amplificadas .



Levamos para o playground  nossas reticências   e tatuamos  pontinhos  atrás de nossas orelhas ,como pulgas desconfiadas , e fomos vistos juntos  na publicação dos nossos versos . 



A razão do parqueamento  é a de que sempre quis viver para vê-lo amarelado , como eu , gasto e  com a  cara de sábio  desenhado pelo tempo , com todos aqueles sorrisos de quem comeu empada e não pode se exibir de surpresa. 
Ficaria imensamente feliz de abrí-lo ,   descobri-lo tão protegido, em suas dobras macias e marcadas pela ansiedade de uma noite de bar e manter as mesmas marcas históricas dos livres , leves, e jovens  origamis  de bebuns

Eu ia rir tempos depois , num processo  de reviver  memórias , romances, e performances  e ia pegar sua mão clara e deitar minhas tintas , tocar seu  frágil corpo , como o meu,  e ia sentir  tal como Deus me guardou e me salva a toda hora   para escrever nossas linhas. 
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sábado, 3 de setembro de 2011

Um samba


Rascunho antigo , de um tempo atrás:

Enquanto os dias passam por mim  e os versos me abandonam francamente  por outras saias, outras portas  ou sabe lá  o que andam fazendo , tenho sonhado muito e  muitas vezes ao acordar  recebo "de bandeja" uma música prontinha para  ser tomada . O dia vem com seus tentáculos e esqueço  tudo.

Outro dia, anotei o "meu sambinha"  e hoje o encontrei  num papel amassado . Trouxe ele para cá , pena que não posso  traduzir as notas musicais que acompanhavam a letra  eis que não entendo de música, mas registro  a ocorrência onírica



"Para quem não entendeu a minha deixa
o meu desconsolo
a minha dor
vim dizer que o teu silêncio
é vilipêndio da saudade
exercício da maldade
um grande desamor
Minha vaidade chora essa queixa
Se tanto faz ou tanto fez
a minha ausência
Fica com ela
que vou trocar  de aparência
vou vestir minha alma outra vez
Vou fazer samba
em vez de versos
vou dizer ao universo
que matei o meu amor "


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quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

O Japão ficou perto





Hei de fazer poemas,
Até já sei que serei compelida
Hei de fazer morrer a minha pena
para valer a pena na medida
eis que dói demais não se esgotar



Hei de fazer poemas
repetir meus versos à exaustão
deitar todas as tintas 
espremê-las até o fim da emoção


Resolver , revolver
é o que tenho feito
o que tenho eleito


Sei que não é tão bom
esse pulsar
submeto-me  e não posso sair
Já pensei em expulsar o tom
Já pensei em ir para o Japão
lugar mais longe para mim



Mas ficou perto a lonjura
Lá eu também estaria
Decerto as mesmas linhas
na boca a mesma quadratura


Assim,



Hei de fazer poemas 
Sei que vou roubar minha lira
dos fatos  e da angústia
de não viver sem ela
de não ser capaz de livrá-la  de mim Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Cair a ficha



Mirei o céu  e não havia a linha que me explicasse
Mas eu , de alguma forma, entendia
Mirei as linhas da minha mão  e não havia o céu
Contudo, eu ,perfeitamente, dava-lhe o dia 
Mirei a perda que me desola  e não vi o caos
Porque tudo estava no lugar que devia 
Mirei o céu  e não havia o que tinha 
Mirei as linhas de uma canção e  sem naus  que  a evitasse
parti sozinha  em sua direção
parti a dicção que me definha 
e me trava a garganta 
e não deixa cair a ficha 
que violentamente  me arranca 
Porque ainda há o mar que me reflete
e a entrelinha que se repete
Há tanto amar e paixão
na imensidão
do refrão da nossa canção 
Há calmaria na solidão do entendimento
quando se compreende que  não é possivel que se dê amor intenso
para quem não pode amar
Que se dê a distância para quem não pode esperar 




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quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Qualquer canção





Qualquer canção de bem
Algum mistério tem
É o grão, é o germe, é o gen da chama
E essa canção também
Corrói, como convém,
O coração de quem não ama.


Chico Buarque de Holanda
Deixo o tocador  da linda canção  e mais abaixo um verso meu

_________________________________________________________________________________________________________________

Eu vou falar de amor
mas naõ de pouco amor
de um
que tem um grande vulto
um imenso ardor

Não tome susto
Eu vou contar
quantas noites tem meu bem
quantos raios de sol foram dormir contentes
De como sente  falta da gente
os dias comuns
Eles que andam de mãos dadas
entendem como ninguém as salas guardadas
em nossas fachadas
Meu olhar falou embevecido 
que até já alardeei
na boa prosa
na lousa
na perfumada  casa
em tudo que está no lugar
porque amar constroi todo dia
arruma e casa
o corpo e  a alma que Deus  envia
iguaria
num mesmo parecido e  sagrado dia
em nosso lar
Leila Brasil

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sábado, 22 de janeiro de 2011

O BLOG VAI DORMIR

Pausa no Blog 



Talvez esse blog precise dormir . Logo agora que estava fazendo mais amigos?
É 
Antes que ele pegue no sono induzido,   eu quero dizer que foi muito bom estar aqui. Agradeço todas as incríveis palavras que me contentaram os versos, as presenças  que estão cada uma a seu jeito fazendo efeito na Autora desse Blog.


O Blog não queria parar assim  mas é preciso 


É uma pausa por uma boa causa 


Antes,  vou deixar uma canção para estar em meu lugar  enquanto eu não puder estar ( meu pai escrevia isto para minha mãe atrás de  uma fotografia. Que doce lembrança! )



Um Amor Puro

Djavan

Composição: Djavan
O que há dentro do meu coração
Eu tenho guardado pra te dar
E todas as horas que o tempo
Tem pra me conceder
São tuas até morrer
E a tua história, eu não sei
Mas me diga só o que for bom
Um amor tão puro que ainda nem sabe
A força que tem
é teu e de mais ninguém
Te adoro em tudo, tudo, tudo
Quero mais que tudo, tudo, tudo
Te amar sem limites
Viver uma grande história
Aqui ou noutro lugar
Que pode ser feio ou bonito
Se nós estivermos juntos
Haverá um céu azul
Um amor puro
Não sabe a força que tem
Meu amor eu juro
Ser teu e de mais ninguém
Um amor puro





Um forte  abraço  e até a próxima  Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

domingo, 9 de janeiro de 2011

Nossa canção

Por ter me afetado
Por estar ao meu lado , 
desde então





Estava pensando sobre o porquê do Blog e qual seria o motivo de tê-lo criado .Já aviso , que não terei a resposta instantânea e acabada  neste post.
Estou aqui  por que estou ouvindo a " nossa canção" e postando ao mesmo tempo que penso,  agitando o teclado  para registrar .

Veja bem, foi você
A razão e o porquê
De nascer esta canção assim
Pois você é o amor
Que existe em mim...


Concluo: Tem amor no que eu faço. Preciso dizer, preciso ouvir. 


 Também me lembrei da cascata de porquês que as crianças constroem e que deixam malucos seus pais. Deixei que a chuva de indagações me levassem remotamente para bem dentro  da memória. Lá ,no fundão, é onde me sinto à vontade e sei , como se fosse expert nisso, separar o joio do trigo e encontrar respostas que valem para mim.

Curiosidade  também tem 


Sei como se sempre  soubesse.


Na volta , eu até esqueço das conclusões, mas algum verso tagarela  vez por outra  me relembra.

Tem uma canção que o Nenhum de nós gravou  que me vale agora para dizer  que eu volto mais pura do meu céu. Isto é muito simbólico para mim. Parece um dialeto de esquisitice. Mas  penso  que é importante estar comigo e não me sentir mal, nem  sozinha ou em solidão. Lá eu busco o adequado , o oportuno, o interessante e o que eu quero de verdade. Tem uma balança de ouro lá . Eu peso, peso, peso..... e considero  as questões num tribunal de conciliação.


A lua o lado escuro
É sempre igual
Al! Al!
No espaço a solidão
É tão normal
Al! Al!
Desculpe estranho
Eu voltei mais puro do céu...
(Um trecho da  letra de Astronauta de mármore)

Lá , vou contar como é, para quem não tem costume de  se auto visitar  com a constância de muitas vidas( como estou dramática ultimamente,rs)

Lá tem uma festa  cheia de convidados. Quando estou lá, entendo perfeitamente por que estão lá , quando volto suscito dúvidas. Mas são essas mesmas dúvidas o motivo desse transitar.

Lá sou amiga do Rei . Deixei até o link  da referencia de Manuel Bandeira , autor dessa minha lembrança .

Há  muitos poetas  e escritores por lá.., muitas canções  e por  incrível, não há memórias afetivas com comidas. Reparei , isto , da última temporada.

Um vinho, não faltaria . Sim,  a cor , o cheiro,  e uma espécie de convite para a festa

 De tudo já me sinalizara os marcos no céu que também gosto de ler.

Eu gosto de ler . É o passaporte  para sintonizar as pessoas , as coisas, os lugares.

E por ter lido você , talvez . 
Pelo fato de um registro seu ter mudado o meu dia. 
Um texto seu ter caido nas graças do meu rigor
uma opinião sua ter sido das águas um divisor


Por ter me afetado
Por estar ao meu lado , 
desde então
Também por me fazer querer te ouvir
sentir a tua emoção 
Desfazer  do tempo sua ficção
para continuar por aqui




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domingo, 2 de janeiro de 2011

Minha cortiça

Blog de cara nova com as boas lembranças de 2010 na minha cortiça


"Trabalho árduo é viver o sonho
a recompensa é valer a pena
convencer a alma que se pensa
acertar dessa vez"

Leila






Estou para a minha cortiça
como a minha cabeça está para  ti
cheia de mãos para  prender
tudo  que ao teu lado eu vivi


Como nos tempos de criança
eu ganhava estrelas se me comportasse
eu atendia  e obedecia no quintal enorme das lembranças
dormia cedo  e sonhava com meu príncipe cúmplice


num homem real 
promessa de  uma vida simples
uma família para guardar
e um trabalho de que se gostasse


Quero espetar cada lembrança
bem espetado num quadro e  no coração
até o que vivi de esbarrão
pelo alto véu aspectado das circunstâncias


Os registros de ontem cabem nos meus dias
nas fotos do que eu vivo hoje
eis que construí voos longos de amor
enquanto a roda do inevitável permitia
beijando cada oportunidade
com a minha verdade
o meu dia

Trabalho árduo é viver o sonho
a recompensa é valer a pena 
convencer a  alma  que se pensa
acertar dessa vez

Leio as circulares divinas
quando durmo no corpo  inquieto
não me despenquei   dividida ainda 
pois a paixão me  prometeu inteira  no tempo certo




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quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

BLOG RETRÔ


In retrospectare bloguístico de 12 em 12 horas.

Santo remédio para  emoções  dispersas, falta de tempo e anarquia de tarefas  de reveillon. Ótimo preparo muscular para começar um novo ano.
Recomendo.
Registre-se que  a idéia de uma retrospectiva  2010 foi uma proposta de Elaine  do blog "um pouco de mim" .

Foi  Delicioso participar e  o fiz em três atos ou melhor três post.

Na oportunidade que você  dá de cara com o que escreveu  tempos atrás  pode vir à tona  emoções outras , mais elaboradas, alongadas  e com mais tônus, tinta e nome.

Efeitos colaterais???  sim ,autocríticas severas,(podemos nos criticar severamente,rs ), mas que tal ter fairplay?

De junho,  tiro casquinha de um pedacinho de  texto :
Requer coragem ouvir-se
vocabulário próprio das vivências
na técnica difícil de auto conhecimento
não consta em nenhuma bula ser fácil
mas há tratamento
Extraído de Necessário.
Cortei dois mil e dez ao meio , num movimento retrógrado,para  voar até eu me sinto abençoada( junho);
Para julho, vou pular um texto que me ouviu muito o coração( "saudade é pouco"), eis que não quero pensar em saudades hoje. Escolho, então:melhor-pensar-em-outra-coisa

clique na imagem e acesse o link 
 Agosto: Lua cheia
setembro:A historia-de-nos-dois exagera na conversa do antes e vai fundo, lá no passadão.
Tem por-sinal  para fechar o trio final de 2010 em conjunção com Rio-de-janeiro( momento guerra no Rio) e meu-grande-amor( momento amor para sempre)

Foi interessante rever as postagens deste ano. Valeu!!!!






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terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Amor em Retrospectiva 2010


Blog amado,


Continuo a manobrar a retroescavadeira para percorrer nosso caminho e logo logo eu vou chegar em casa como chegava o Fred Flinstone após um longo dia de trabalho, mas em vez de gritar

Viiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiilmaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa!!!!!!




Vou  cair a seus pés ,  vou cantar para você  e dormir de conchinha bem quietinha eis que
minha fome é outra

Mas, antes, vou te lembrar  o quanto eu  disse  'te amo" neste ano!


Quem ama em fevereiro
tem filho de plutão
é intensa  por inteiro
paixão igual vulcão

Postagem de fevereiro: desde sempre, reproduzida aqui:

Eu te amo desde sempre


Tua vinda, para reconhecer a gente
pelo caminho torto de velha escrita,
parou de desencontrar de repente
e abriu os braços a paixão infinita

Foi o Tarot que me disse que vinhas
eu te esperei chegar de outra casa
partir o peito, o cômodo e a massa
nascer outro neste tempo que passa
para ser todo meu desde sempre


A nossa história tem  toalha molhada na cama, conflitos bobos, ciúmes , e kilômetros de opinião, mas tem aquelas "conversas de bar", saraus, papo cabeça  e receitas do que não fazer
Em março, postei uma: receita de uma nova história
Em abril, cê escreveu pra mim:hoje-quem-escreve-sou-eu-seu-verso
Fiz uma lista em maio e falei de amor : tem um lindo clip de oswaldo Montenegro - a lista

Agora, tenho que dar de comer aos mamutes e talvez tomar uma garrafa de cactos-cola, hehehe. Depois volto para os reenvios

retrospectiva 2010 - post 2
A idéia de blogar em retrospectiva  é do blog  um pouco de mim
Beijos



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Retrospectiva 2010


Querido Blog,

Então, estava eu lá  em  um pouco de mim , o blog  que vou sempre,  e lá tinha uma idéia no meio do caminho.

No meio do caminho tinha  uma idéia

uma idéia no meio do caminho.

Ficou assim  sonora na minha cabeça ,
como a pedra de Drummond,
 tal  e qual uma canção que insiste à beça ,
um refrão que te atravessa nas tarefas
e nos arremessa com força  e som


 A proposta é de uma  retrospectiva . Olhar de novo  a  história de nós dois. Logo nos dois que queríamos um cantinho para estar quando não podíamos estar de verdade, lembra???



   Pois, é , amigo  blog, mais tarde  quanto mais íntimos e umbigados em nós mesmos  , mais de nós  sorria  por aí e fomos saindo para o mundo , caminhando pela blogsfera , ainda e  até hoje muito timidamente . Nessas andanças  temos tido tanto prazer, visitado outras almas( ai sou profunda e de porões!) que eu pensei  por que não deixar um pouco de nós  na  idéia de um pouco de mim?????

Por que não????

Para te convencer , vou lembrar uma postagem de janeiro de 2010

:meu companheiro ,

onde o mais interessante foi  eu mesma comentar sobre os versos que tramamos( temos um livro na agulha, em segredo). Gostei de rever ...

Imagina...


Imagina..

Imagina...

Exercício de imaginação e um pouco de brincadeira com algumas figuras.

Faço do meu verso um amigo imaginário , uma companhia , e ao mesmo tempo um outro eu que me fita,rsss e me olha de fora. Também é minha rua de ficção, onde invento as coisas.

Estou inventando chegar e entregar meu texto pronto.

Oh céus , como se ele fosse capaz de estar pronto algum dia sem retoques possíveis. Parece sempre inacabado merecendo minhas visitas. Igual filho que parece pequeno para sempre

Mas eu brinco que ele parou. É a figura do estacionou perfeitamente, pertinho do meio fio. Quando a gente sai do carro e acha perfeita a manobra. Aliás eu vibro e comento como a fiz bem,rsss. Gasto alguns minutos com a narração de uma baliza a la Galvão Bueno: "_ bem amigos .....e ali rende , rssss.



"Meu verso estacionou ali na frente

pertinho do meio fio perfeitamente"



Pelo retrovisor ele finaliza sua fala , desliga os aparelhos e mira o conjunto de espelhos para ver se pode sair. Ele desligará a chave , antes me olha, me vê de passagem , pois estou sempre com as minhas tralhas em seu bagageiro.

Sou sua companheira, parceira de projetos e de certa forma nascemos assim e já somos velhos conhecidos.





"Antes de me olhar mirou o espelho

Sorriu para mim num projeto velho"



Eu sinto o mesmo que ele naquele momento



"Retribuí e o abracei demoradamente"



o abraço é uma conjunçao de grau exato . Tão exato que é necessário rever que somos dois



"Precisávamos recapitular de plano

o que faríamos dali a segundos"



Nisso concordamos e estamos unidos.

Queremos que seja verdade e que dê pé, dê certo , seja bom



"Abrimos juntos a porta com o pé direito"



Resta ainda o desafio daquela intimidade . Estamos nus



"Descemos os panos sem muito jeito"



Estamos em sentido de prontidão!



"Nós ficamos eretos : os dois mundos!"



Estamos absolutamente a sós nesse breve momento e olho no olho dividiríamos aquela cumplicidade e na entrega e na absolvição do nó eis que repartimos o encanto. Igual as células a se distribuir, que nem milagre a se multiplicar



"e partimos ao meio o encantamento"



Nasce algo novo.



"Em seguida entregamos pronto o texto"



o texto é o que criamos juntos

é ele

sou eu

"que desvendaria o que temos por dentro"



Tem hora que não há nada a nossa volta e tudo se esgota no que há por dentro . Ali somos o último biscoito do saco, o único exemplar de um livro raro, um animal em extinção . Tudo se concentra no que sentimos

Somos únicos, somos por onde andamos e todos os caminhos seguidos.

O que houve por bem acontecer o que deu errado. Patrimônio nosso com plaquinha na porta , escritura e publicação na Imprensa Oficial

"únicos , unidos , ternos e rudes trajetos..."









"Tudo que me adora e todo o resto"



A imaginação deita frouxa com seu dever cumprido , ri de nós enquanto temos que sair correndo cada um para sua casa . Ela fica inscrita e nós temos que voltar até a próxima estação que é a Edição dos sonhos.




Editando, para dizer que fiz um post 2 -- amor em retrospectiva  e farei um post 3 Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

domingo, 26 de dezembro de 2010

Bilhete

Tenho uma velha mania... aliás , mania é apelido de erro continuado.

_´Que mania?  qual delas? apressam-se a revelar minhas netunianas  outras caras.

- Metidas!!!! pensei .

A mania é  de não assinar meus bilhetes.  Esquecer....

Nem posso me  alinhavar de conversa que um verso  sai correndo na frente .

_ Malcriado!!!!!


Esquecer 
ou não me importar
se  estás sabendo 
que estou contigo  neste lugar
e o quanto me comprometo  no dia a dia 
cumprir  nosso encontro 
o qual suponho devia
estar no ponto 
do que se cozinhava de destino.
bem passado
bem bonito
eu acredito no que te conto
a  ponto
do descaminho

Sou de bilhetes e cartinhas, de lembretes  ao pé da geladeira . Também tenho as orações e desejos ,  uivos longos  para a Lua  e os destinatários dos meus pensamentos nem imaginam que eu peço por eles. 
Tem  os perdões e as alucinadas vontades de compreender você e seus falsetes, suas puxadas de tapetes, seus abandonos, suas  desatenções.

_ Ahhhh!

 Invariavelmente eu tenho alguma coisa para dizer  para você. Coisas  que fogem das notícias, carecem de carícias ou estão nas  entrelinhas do que não foi contado

- Também tem coisas  que ficam só na intenção , na contramão  do verbalizado .

_ Isso!!! Isso!!!!!

Mas voltando ao assunto e despachando minhas multidões de personas  vim dizer que :


 eu desejei  bem fortemente que você seja feliz ,
 Que tenha concentração para desejar
 o que  você tem
 no momento em que você tem .
Que o momento seja festejado
e o presente  seja rico de bem estar 
e da sensação
de que vale a pena ter feito tudo o que fizemos,
 tudo o que vivemos
 da forma que aconteceu.


Queria prestigiar o AQUI  e o AGORA  e assinar embaixo , com o meu nome de batismo, de casamento , de provimento divino, de  vivência  apaixonante. Com a designação boa que me dão de ser a mãe do Gabriel, do Frederico e da Catarina,  de ser a filha da Dona Nasare, irmã de ...., esposa de...., colega de trabalho de..., vizinha de...,  cunhada  de ... e tudo isso que eu sou diariamente.


ESte post louco é para você, rsss.
 Qualquer coisa, vem comigo que no caminho , eu explico
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domingo, 19 de setembro de 2010

A história de nós dois II




Sobre o blog e seu fundo de céu.
 É um fundo estrelado,  salpicado de estrelas . É uma face que combina comigo  e tem a cara de um filho , de um pai  ou de um ancestral . Está no fundo de um balaio de símbolos que acompanho e leio periodicamente

Para Sônia , um pouco da história de nós dois:





Curiosamente lá no fundo eu tenho um céu.
o que me faz parecer um grande intervalo
entre o pé e a cabeça
nas entrelinhas e na sentença
nos ensaios e nas estréias
por toda sorte de idéias
nos rascunhos  e na sabença
nos sonhos  e na vivência
A minha sorte tem um céu
que caminha junto comigo
num plano muito antigo
para estar contigo
neste carrossel
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sexta-feira, 6 de agosto de 2010

A história de nós dois

Foi assim ou Era uma vez ????

Eram cadernos
versos de páginas
orelhas de livro
Era o meu pentium  100
na época de 386
Eu tinha muita idéia na cabeça
uma caneta que me sobrava
um coração ouvido
e um agir desconfiado
de que todos tinham a mesma vontade
Não tinham não

Eu tinha janelas
antes do windows
mais que paisagem
Eu tinha vindo
para dizer
algo
Era essa  a ingênua percepção

Tenho as agendas, os motivos
as legendas e os arquivos
meus escritos  salvos
de arrumações mitigadas
tatuados pela minha Olivetti inesquecível
com a pena da minha mão
Aliás, ainda a tenho a veha máquina
num armário antigo
 num vão  da memória
em vão, talvez

Criei um primeiro blog
Sim , já tive "outro amor"
Era o" Mãe vinte quatro horas"
antes do banco 30 horas
da internet viável  e ilimitada
Não haviam as redes sociais
O escasso tempo o levou
da minha intenção
assim como  De Lamare
perdeu as páginas
para outros  livros
Vieram os astros do céu
suas linhas  e segredos
Um sol de casa um
com netuno cravado
perto demais de Hermes
contagiado
Para vir a mim
dei a mercúrio a carta de Garcia
Ele está chegando
Está lendo isso aqui

Vim depois com "Versos de Estimação"
uma comunidade secreta
que não ficou secreta
de uma multidão de pessoas em mim
que sobravam de alguma forma
e requeriam  expressão
Sempre briguei com a exposição
Ela de certa forma não me traduz
Mas é uma guerra  antiga

Veio  a participação em um grupo de Autores
O Colégio Brasileiro de Poetas
Uma lua  geminiana  regendo a casa 9
Mais tarde , o livro publicado
Tentei falar daquela  guerra
do que eu não queria falar
mas não podia deixar de dizer
Sempre foi  fervilhante  essa luta
Não podia negar-lhe a oportunidade
Se eu sei alguma coisa dessa vida
é dar chance
ao que tinha que viver
Foi saber perder,
Foi saber ganhar
Ficar para depois , também sei.

Dali,  veio o Entrelinhas e tintas
ainda para  ver aquele deserto de areia
como uma chance enorme de construir algo
ou desconstruir
Coloquei a ficção, o inventado ,o vivido
Num mix de sonoros tis
e caracteres inconformados
No fundo, sou uma contrariedade
A idéia de partir  ou repartir  os segredos
os cantinhos, as arestas,
o que não presta e o que serve
Desejo  mesmo uma aliança
que dê a outra face a frase
Enxerte nas sentenças
toda a classe gramatical
de mãos dadas aos verbos
Mais que verbos e sentidos
Queria estar completmente certa
Desejava  o Beijo dos carcereiros de Azkaban
a sua alma
só isso





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sábado, 23 de maio de 2009

Outro dia descobri a música, ou pelo menos parte dela , na memória de alguém especial que repartiu comigo o refrão.
É do Cazuza .
Combinou com a idéia que coloquei neste Blog

Então, vem comigo


Bebe a saideira
Que agora é brincadeira
E ninguém vai reparar
Já que é festa
Que tal uma em particular?
Há dias que eu planejo impressionar você
Mas eu fiquei sem assunto

Vem comigo
No caminho eu explico
Vem comigo
Vai ser divertido
Vem comigo

Vem junto comigo
Eu quero te contaminar
De loucura
Até a febre acabar
Há dias que eu sonho beijos ao luar
Em ilhas de fantasia

Há dias com azia
O remédio é o teu mel
Eu sinto tanto frio
No calor do Rio
Já mandei olhares prometendo o céu
Agora eu quero é no grito!
Vem!
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