o remédio amargo
o vazio que trago
a vacina contundente
é o corpo que assina
descaso e esquecimento
do que é necessário neste momento
o sintoma que tange
na testa que franze
na viga que racha
na pele pressente
abarrotada de chance
não constrange tão quente
de fervilhar consequente
de ser necessário
dar-lhe ciência
febre que registra
o desalinho e desequilíbrio
diálogo de arbítrio
entre o que se faz e o engano
paga-se o dano da omissão
de não ter ouvido direito
o que se quer de verdade
e a inerte vocação
não provocada
cala-se de plano em desalento
adversário da providência
ao arrepio do talento
sucumbe visível
o amor que sinto
enorme e fragmentado
de não ser cuidado
de não ser remédio
de andar sozinho
de braços cruzados
providência divina que se reclama
não alcança os pés parados
os rumores de novos sonhos engavetados
em olhos doentes e cansados
acostumados a não seguir em frente
por tumores engolidos e cultivados
fantasmas de anterores sofrimentos
requer coragem ouvir-se
vocabulário próprio das vivências
na técnica difícil de auto conhecimento
não consta em nenhuma bula ser fácil
mas há tratamento
.
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