uma gota d'água para devastar
raspas do teu tempo , contramão
amargo sabor de se desligar
Não coloque açucar, nem sonho
Esmere-se na preparação
Levar ao caldeirão erradas percepções
ciúmes, egoísmos, abismos e alçapões
ponha mais lenha na fogueira.
Assim que ferver, deixe para lá
Não pense em tudo que foi bom
Junte todo o deleite e o reduza já
Bata bem , esmague os grumos
mude de rumos, saia do lugar
Desista para não se constatar
Quando tudo começar a secar
soltar do fundo da velha panela
Abaixe o fogo logo e reserve
Ainda morna a massa salve-a dela
Formate-as em desenho antigo
como patrimônio fora da cela
Entenda que a textura é bela
e o amor é livre ,cortou o umbigo
cria-se, agora,uma nova estória
que irás servir em porções
para quem se aventurar a estar contigo

Leia,
ResponderExcluirDesatar o nó é ter duas mãos livres a poder deixar fluir um novo roteiro. Nada mais excitante do que nova direção, uma busca, outras sensações, por isso que é eterna a vida de quemcria, tira de si e joga no mundo.
Beijo
San
Sim , é mesmo excitante. Uma nova estória pode existir se abrirmos as janelas, as portas, os olhos, as oportunidades .
ResponderExcluirO meu verso quer abordar, chegar nessa janela, mas convoca a uma reflexão: presta atenção , a gota dágua desanda a receita, salve o revirar interno capaz de criar novas coisas do formato destruidor de fazer avalanche do que passou....
Leila