Hei de fazer poemas,
Até já sei que serei compelida
Hei de fazer morrer a minha pena
para valer a pena na medida
eis que dói demais não se esgotar
Hei de fazer poemas
repetir meus versos à exaustão
deitar todas as tintas
espremê-las até o fim da emoção
Resolver , revolver
é o que tenho feito
o que tenho eleito
Sei que não é tão bom
esse pulsar
submeto-me e não posso sair
Já pensei em expulsar o tom
Já pensei em ir para o Japão
lugar mais longe para mim
Mas ficou perto a lonjura
Lá eu também estaria
Decerto as mesmas linhas
na boca a mesma quadratura
Assim,
Hei de fazer poemas
Sei que vou roubar minha lira
dos fatos e da angústia
de não viver sem ela
de não ser capaz de livrá-la de mim

Olá, Leila querida
ResponderExcluir"espremê-las até o fim da emoção"...
Esse verso foi forte para mim... perfeito!!!
Bjs de paz
Lindo Leila
ResponderExcluirViajei neste poema com você. Pintei quadros do meu destino, fiz rimas, fui o mais longe no meu pensamento.
Amei!
Bjs no coração!
Nilce
Querida, a tua leitura me deixa bem.
ResponderExcluirEstou curtindo a expressão "Valer a pena" pois ela te dá um leque de significados interessantes que esgotam a minha emoção , espremendo como se espreme um tubo de tinta para se aproveitar todos os seus efeitos.
valer a pena - valer o que se escreve, o que se vive, o que diz
valer o que marca
valer a punição , o sofrimento , dor
pena de dó
pena - objeto que escreve
ou seja tantas coisas , rssss
queria o meu versos assim se esgotando...e ao mesmo tempo : na medida , nos limites das cordinhas que se puxe....
Beijos , obrigada por estar comigo
Guerreira Nilce, carinhoso o teu comentário. Que maravilha viajar com você e ir longe
ResponderExcluirEu me encanto com essa tua face gentil e forte , carinhosa e guerreira Tudo isso é bom para compartilhar numa boa viagem
beijocas