Vem

Amigos

Pesquisar este blog

Experimenta ver as tintas de outra forma




Tradutor - o blog em seu idioma

English French German Spain Italian Dutch
Russian Portuguese Japanese Korean Arabic Chinese Simplified
By Ferramentas Blog

Então

Muito bom ter Você aqui. Obrigada.
Dicas :
Experimenta ver o blog de outras formas .
Tem uns recortes interessantes ali em cima em LINHAS .
O tradutor ´é outro recurso bacana. No mínimo divertido. Querendo, receba "entrelinhas " em seu email .
Vem comigo, ás vezes eu explico, rsss

Mostrando postagens com marcador Até que a memória nos separe estamos felizes. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Até que a memória nos separe estamos felizes. Mostrar todas as postagens

domingo, 6 de janeiro de 2013

Tudo continua quase igual



Olá,  Primeira postagem de 2013,

Quem diria que estaríamos de frente uma para outra se considerarmos aquelas notícias de fim de mundo  que nos chegaram ano passado . Sim, Você já estava  na prenhez dos meus escritos  porque não acreditávamos  que o mundo ía se acabar ,não é?


Tudo continua  quase igual . 
Somos tão quase ,quase sempre 
Por um triz do deleite
ser mais? _ azeite !
Temos tempo!
um amargo feliz

Aceite !
minhas letras de água 
que se encantam
cabem em seus cantos 
desarmam suas mágoas 

Rejeite 
quem  acuse 
de andar em minha companhia 
em todas as horas do dia 
e no esbaldar da noite
Caminha comigo até  que se desenferruje
amacia seu olhar no meu
e me use 
em quase voz 

Seja meu óleo também 
meu combustível
meu diesel 
foz

Faz comigo essa viagem
até que tudo se acabe 
sem nós 



Feliz 2013!






Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

sábado, 8 de dezembro de 2012

Oração ao polinizador


Não me dobre
rogo aos meus capítulos 
aos meus joelhos
ao embaçado dos  espelhos 

Não me cobre 
peço aos meus desvelos
Cuide de mim que também despenco
folhas mortas  por aí 

O dourado dos meus cabelos de leão
com avermelhado rigor
com seus raios de cobre
a desinibir o vento  e o temor
quer ,por força,   me espiralar 
abrir 
empenar

eu quero outra coisa 
rugir  o meu lugar ao sol
em algum lugar 

Não me cabe procurar o desigual
aquele que não me acende 
não me entende 
nem me conhece 
tão indiferente 
ao que me acontece

eu quero outra coisa 
inflorescência solitária 
ser única e necessária  

portadora de encantamento 
 incandescência e  paixão
que eu me  entregue
por  meu perfume
em confissão 



Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

sábado, 17 de novembro de 2012

Oportunidades


ah! saudades,
oportunidade de me colar os caquinhos
deixou passar
vez de me deixar de vez
mandou para lá
quisera eu ser você
unhava o dia  com pressa
dava-lhe urgente euforia
juntava com cola  a quinquilharia 
jamais me deixaria  
ou me passaria para trás 
minha voz teria o teu nome
meu projeto toda  fome 
na ponta da língua minguando
baixinho: vem cá!!

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

sábado, 10 de novembro de 2012

Um bom título


Eu vou te esquecendo
se não há quando 


Não me vendo em tua chama
nada me chama
nem vem tendo 
importância 
flâmula 


Eu vou te esquecendo
fora da veia 


ao largo da viagem 
na margem de sangramento 
pequeno e distorcido 
descarte de outros pensamentos 


Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Eu vim dizer que te amo muito




Antes que a lua cheia me chame 
e clame por minhas águas
acelere sua prata sobre velhas mágoas
e me empurre parto afora
  

Eu vim dizer que te amo

Vai que ela me hipnotize 
eu nem lembre meu nome
e me desorganize a tal ponto 
que nada  eu ache insólito
impróprio ou hipótese

Vai que não desocupe a tempo 
o tempo avarento 
nenhuma pegada me fale onde andei
não haja peso que me imponha o chão
que eu tenha que ir embora 
que eu precise dizer não

Antes  do ápice  luminar e  de maior encanto 
venha  a leveza e o contratempo 
num compasso fortuito
calar meu canto
que eu pulse  em morse 
e até  em meu repouso ou sonho  eu diga 
 eu te amo sempre e  muito
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

domingo, 23 de setembro de 2012

Ver o amor esmorecer





Tal preto da batina
morre para o mundo ,
se vale o que está em cima
arremedo do que está ao fundo,
parto ao meio numa lágrima
Meu lado humano se põe
na linha do horizonte 
em desalento a esgueirar-se
Miro as nuvens negras no céu 
ao dar com o mar desatento  
não sei quem consigo ser 
ao ver o amor esmorecer 
desentender  as engrenagens 
que me unem o corpo 
ossos e cartilagens 
e me clamam por viver


Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Ao meu lado




Ahhh se do meu lado está
ao meu lado está

Para velejar comigo
Há que se estar de bem com o vento
de cara para o mar
ao alcance de algum projeto
no plano de se esgotar

Ahh se do meu lado está
ao meu lado está

Encanto nenhum em argumento
afasta meu homem do porto
Nem sereias e seus cantos
incapacitam as areias
de me devolver um adeus morto
do meu amor que vai voltar
das lidas do mar

Se ao meu lado está
seu coração há de me levar
e me trazer
ao seu bel prazer
Eu apenas espero boiar
nas odes do lar
Eu somente me esmero
em perfumar o teu lugar
O trabalho árduo é seu
achar o norte do céu
retornar  são e forte
para me amar

Ahhh se do meu lado está
ao meu lado está









Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Meu caro amigo





foto minha
 "Meu caro amigo me perdoe, por favor
Se eu não lhe faço uma visita
Mas como agora apareceu um portador
Mando notícias nessa fita"



( Chico Buarque de Holanda  em Meu caro amigo )


Meu verso anda calado
triste e cabisbaixo
a murmurar
notícias de sonho
de que é portador

conta que te viu
lá do outro grande  lado
onde minha alma eu ponho
enquanto meu corpo é dor
e sono

Sorria num estêncil
mas preocupado
com o que estão a  sentir
com a tua  presença fácil
em muitas lembranças
em tintas que vazam
nos desenhos e tingem
as crenças

Esquecem  que Deus já tinha falado
num primeiro sopro bem  remoto:
um dia todos morrem

Sempre se levantará
a mesma lança guerreira de São Jorge
se eu passar por tua rua
olhar os jovens amigos
com seus ágeis cavalos
cheios de potência

Será sempre a lida
rogar  se proteja na rua
planos de felicidade
a despeito das vontades

E seguem conselhos
tentáculos e tentativas
desejo de guardar a cria
dos infortúnios

Ao perder de vista o amigo
Meu filho me disse
que não pode ser mais
(nunca mais)
cem por cento feliz
o que me doeu  de véspera
uma torta visão áspera
que ralou meus cantos
poliu pedra bruta adolescente
Arranhou , feriu de sangue
meu canto experiente
uivo de mãe  à lua
berro de gene
da gente que dói por dentro
e  se forma como filho
que se pare
se expulsa
sem  separar o tempo
da linha umbilical
permanente

Outras vezes
essa linha  é uma ficção
um caminho que se junta
sem ouvir separação
e se ama tal como filho
rebento de coração

alívio me veio a sonhar contigo
ouvir tua gargalhada
no centro da sala
lembrou-me com  fé
em voz do que penso
A vida embargada
ainda hei de amá-la
em espírito

Se teu carro der ré
e voltar a fita
em alguns dias
escutaria  : _"tudo bem  tia "
sem lamento
logo mais eu te veria
a brincar  com o vento

Meu verso
anda mal humorado
com a vida que continua
malgrado todo luto
por tua alma nua

Ele não sabe o que eu vi
e o que sei
perdoa se ele chora
antes de dormir


Até o próximo sonho




Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Descaminho


Estou junto contigo
em conjunção exata
transformando o mundo
num grande abrigo
numa bolha
escudo
ouvido
errata  de cartas no céu
num silêncio profundo
num escarcéu
testemunhas de quarto
partícipes  de tudo
dizendo que é verdade
o mesmo caminho
sentido igual
de amor correspondido
mas  em descaminho
plural
penal
Estou a guardar  moedas
metais
para pagar o preço
tributo
Se não me esqueço
noutra vida te mereço
todo meu  até o fim











Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

sábado, 2 de julho de 2011

Um dia frio

Tanta água
congelando
adormecida

entristecida
de necessitar
ao frio resistir

a dor suportar

rogando evaporar
no meu rosto macio
água de sabor

do amor que desconfio
ainda existir
amor oceano
que ama tanto

mas congela

encolhe e rateia
se há dissabor

e  ñinguém se chateia
não deseja uma presença melhor
não pragueja o vazio no lugar

o quarto sozinho
nenhum suor
nenhum valor
a regular minha temperatura

sofro com tanto frio
em rio de lágrima e desgosto
mágoa

água

lágrima

calor deposto

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

segunda-feira, 27 de junho de 2011

A mulher invisível



Está ali
logo ali
automaticamente ali
com seus campos de força
 voo invisível
A seu dispor

Corram perigo
Deixem-na  partir
desmaterializar

Está ali
logo ali
no pedestal

Ela não some
não come
não é a tal

Está ali
logo ali
quando quiser

Ela  não te imita
não se irrita
não se desabilita

Está ali
logo ali
é mulher


Nao dorme
não é ponto
nem três pontos

Está ali
logo ali
se precisar

Não se preocupa
pode demorar
pode faltar
um coração  sempre disponível

 Imagino que só o silêncio a confunda
porque tudo fica invisível
um oceano impenetrável

não pode  chamar
não  pode perdoar
não pode te consolar
de uma dor profunda

ela que está ali
logo ali
crê seja dispensável






Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Chamem os poetas em caso de aguda saudade




"Chamem os poetas em caso de aguda saudade"




Confesso que o investigo
e ao seu trajeto também
onde vai a sua palavra
que sempre me fez bem

o que fará por outra mais além?

Quem sabe um mesmo calor e felicidade
Terá a declaração de amor mais linda que já se ouviu:
mirar juntos os prédios iluminados num aparato corporativo
como o céu dos transeuntes do centro da cidade ?

Desconfiança do exagero vem mais tarde do que deveria
Meu coração apressado vacila de elocubração
e indaga ofegante : _ Será que vai direto para casa?
Se um bar cruza-lhe pernas hidratadas ele se detém?

Antes que seu ontem mais gentil
suas aventuras me contem
Corrijo Você no desenho dessa quadratura
Na minha predileta ranhura juvenil

Finas farpas de ciúme habitual ferem
engendradas por larga imaginação
que a distância dispõe em ardil
a desejar por uma presença descomunal

constante
constante
constante

Não tarda a lonjura em ação
refestelar-se na depressão dos caminhos
Faz eu dar pernas mais longas
outra íntima e amadora arquitetura

grades na janela , fortes portões
Minha voz posta-se sem brandura
instalo gruas de observação
enquanto disfarço e me perfumo

Porém

Durmo com meus isentos versos
numa terapêutica providência
a desfolhar irreais aflições
Cogito nosso amor de transcendência

Sorriem - de acordo - sem contra-indicação
apaziguam vilas insólitas de amargura
não desejam nenhum comprovante
Sabem de antemão
o que é importante

Sabem
sabem
sabem

Chamem os poetas em caso de aguda saudade
não se abalam em divisão
nem contrariedade
Como sabem viver , definitivamente não sei
eu só investigo
investigo
investigo
investigo

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

domingo, 12 de junho de 2011

"Ahhhh bruta flor do querer "


"Ah bruta flor do querer..."


Ao meu namorado
minhas deixas
escutas
um beijo demorado
de cabeça para baixo
beijo de portão 
paixão


Ao namorado 
casado comigo
não deixo minhas queixas
labutas
num beijo amparado
nalguma canção
do passado remoto
mas um intenso refrão
dou meu amor separado
guardado comigo
em abrigo
do que já findou
Um amor transformado
polido
afiado
aquilo que ficou reservado
para ser bem manejado
com todo cuidado
com amor

dou meu voto de lembrança
minha confiança no amor que me devotou
dou a nossa história
ao mundo
numa vitrine-cenário
para você se ver lá
sem duvidar do calendários

(Quantos anos não?)

Felizes os bem amados
contagiados  

Nesse dia, ainda almejo
ver aquele primeiro beijo
Nele, todos os futuros
curiosos por trás dos muros
pulando para ver se nos viam
num lampejo de alcance
nosso romance
na memória
do bem mais profundo
É o que lembro
o que vivo
sorrindo na pele
por que estamos tão juntos

 Saberá que é para você que escrevo?
que teremos maiores relevos
quereres  outros
que ainda nem vejo
vários caminhos
mais  a frente
almarjem para meus versos
vírgulas virgens aptas a oxigenar novas  orações
iguais ao que tínhamos
ou já tivemos
muito  além de ontem
em nossos corações
Saberá?

Feliz dia dos namorados
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

quinta-feira, 26 de maio de 2011

A Distância

A distância  que
se acostuma
se avoluma
toma chão
toma rua
vão

Escosta
dá as costas
lava as mãos

A distância  
que não se cura
que se mistura
à escuridão 

silencia
ás alturas
meu coração


Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

domingo, 1 de maio de 2011

Todas as bocas

imagem daqui

Eu queria saber de verdade se você é mau
se traz em sua boca  o alarde dos ventos
se exala  o meu segredo, forte nau ,
Imaginava-o , sem medo,  por demais  poeirento
sem qualquer  brilho ou polimento
guardado

Confiei em você


Será que  nas bocas de fogo
morre minha reserva
atira ao mar  a minha voz
vai me contaminar de ferimentos?

Na boca da noite  preciso saber
ou sair de perto de vez
Nem é tão importante indagar
se a resposta  já inflou minha vela ao mar

Mesmo assim meu peito pergunta
como boca de leão  resistente
mas que não suporta geadas , se assunta
no jardim  dos dias em minha  frente

para entender porque a minha boca
não abre mais qualquer opinião
abaixa a voz  cada vez mais oca
entristece  por orbitar  a oriente

cada vez mais distante
noutro continente

e o meu quadrante de navegação
vai a fundo , no túmulo  da confiança
dedica-lhe uma flor em homenagem
que pena de ver-te   morrer tão criança
 
Segue outra boa  viagem , coração!
As mágoas , dissolvidas por lenta cocção
em vigiadas e aquecidas águas
reconhecem  a portabilidade dos enganos

Vou encontrar  esse mesmo número humano
a mesma língua falando em marés cheias
as ilhas de  solitários senões 
os mesmos cantos de sereias
por todos os oceanos Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Para depois de amanhã




Eu vou espalhar um verso antídoto
um poema vivo para depois de amanhã
para o sábado , se escuro estiver 
Vai bradar  que  apenas se correu para o mar
como um rio morre num desígnio antigo

como meu corpo segue ao teu encontro,
meu ouvido  afina  o teu canto,
minha alma sente o teu penar

Se for veneno o que vem na escritura
que não haja nenhum espanto
Tal verso na multidão das dores
requer  ações 
de todos os atores 
mesmo dos vilões 

Se estava escrito 
perdoa-se

Vou  dar a toxina  aos poucos 
vou dar também a chance  de se evitar
três dinheiros , três vezes , trinta e três anos
olhos humanos e corações moucos

Compromisso do que vem escrito
é um luto a ser vivenciado  com amor
desde o primeiro ar:  do início  ao êxito 
Muito depois é que se compreende :
a idade alta  se dobra sem visgo
 parte para ser inteiro de novo
 feliz auspício 
e não desordem

No alto ,muito  anteontem,  brilhou no céu  da boca 
a fala divina reluzente e brilhante
sobre o nascimento de um homem
um divisor  de todos os futuros dias restantes 
de todas as vidas existentes
três magos, três dias, três sortes 
três partes que se conciliariam em aliança 
um poder  em que não há distância 
lá do céu avisou  aos seus 
sobre um rei nascer num estábulo
sobre um réu ser o maior Adeus
que , então,  me apontem, 
novas estrelas sábias ,
se previnem  do sacrifício
recomendam a recompensa 
se alardeiam o  benefício  que é  viver 

Está , eu penso, nos lábios do firmamento 
na sustentação dos astros 
no plenário dos anjos, no parlamento 
nas  tábuas  e nos divinos  rastros 

Tudo foi contado
Todos os planos


Ao que se reclama e se pede , perdoa-se  os enganos 
nos olhos, a lágrima  inocula  de volta  a  poesia 
 livra na água o sal dos sofrimentos
e aos dias 
uma espécie de releitura 

~É preciso ver 

Ergue-se a minha face noutras faces
e todo mundo é meu igual
a vida  blefa e  continua 
uma linha do meu  poema torto  insinua
ler a grande  lei 
 ver o mar  ir e voltar 
as montanhas e plantas ficarem no lugar 
enquanto  você pode  ir e vir 
arbitrar e escolher 
 inseminar se quiser 
desistir  e temer 
e eu posso aceitar que tudo é natural 
Escritura 

meu coração  submetido 
a amar todas as coisas humanas
tem querido entender 
inclusive o lado adverso
o mal e o perverso 
 cada utilidade que há no universo
para meu verbo ser ação plena
a vida ser justa 
mais que  uma cantilena

Talvez depois de amanhã ... 




Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

domingo, 17 de abril de 2011

Conversa íntima



"Há mais, no vão , a dois palmos de frente
de um bom e velho espelho
para , ainda e, por toda a vida, se descobrir "





Quanto mais eu gosto de quem sou
mais o desejo de saber muito mais  cresce 
pensamentos bons se instalam
o que é importante ganha realce


As pessoas podem ser boas ;
Todos podem ser amados;
qualquer um pode prosperar ;
A amizade existe ;
O amor próprio afina
o olhar
dobra a visão ,
eu olho por nós dois
quatro vezes mais
Temos mais voz
Desconfia-se menos de nós
A transparência se mostra mais eficaz
Busco ver como estou me saindo
Eu, que sempre fui camaleoa
saco uma lupa e uma lente de aumento
cubro o detalhe sem ressentimento


É de uma coragem  sem tamanho
cobrir a distância da perecível margem 
vencer a imagem
razão, consequente,  de não viver à toa  


Algo me diz baixinho que não me engano
recomenda:_ Vá cada vez mais longe!
além do pano
até sem dar pé 
até  sem a fé  se engajar 


Eu vou porque amo
porque sonho
acredito
porque  o meu caminhar é risonho
chama-me de benzinho e  está comigo
mesmo sozinho, não esquece quem está no leme
quem teme , treme ou se investiga
mastiga  o destino bem devagar
come com gosto
um sabor antigo reconhece
localiza-se  e pre-aquece   
o que vai preparar 
A gestão é sincera
digere sem ciumeira
se quem escolheu  fui eu ou DEus
Difere de uma leve brincadeira
contudo é boa de se levar
Longe pode ser logo ali
há mais,  no vão , a  dois palmos de frente 
de um bom e velho espelho
para , ainda e, por toda a vida, se descobrir
pode ser boca a dentro 
peito aberto  em horizonte
nas falas , com as asas da oração
sem combinação  que oriente
sem misericórdia ou compaixão
Talvez  se veja  um céu indicador
que dirá  se vai chover,
se vai doer
se vou chorar


Quase posso escolher (é uma impressão)
entre  um coração em vigilância brutal prevenido
ou amolecido de amor
Nos  incandescentes  e uranianos decretos
raios de  surpresa dos acontecimentos
fazem curva nos olhos e na expressão
dobram -se em rugas  os meus acertos
fazem conta da minha rendição
Palpite é erguer a bandeira branca 
para o que não depende de mim
aliviar as costas do peso da aferição
Nos  limites ainda desconhecidos das apostas
se há respostas certas ,não sei
a minha história é quem vai me convidar para as  futuras festas




Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Mimeógrafo - uma poesia violeta para ontem




Há um velho dia na vívida  memória 
que existiu um olhar.  o qual ,  eu ,de novo, fotografo 
eis que não guardei com minha  cara olivetti
nem multipliquei  de violeta com o  mimeógrafo

Nenhuma escrita,  ou até oficial  lavratura, 
condoeram-se a traduzir os magmas da adolescência 
de como se encanta  de calor e veemência 
Ver-te passar de novo  na minha lembrança 

Prendi,  esse dia,  na garganta 
para nunca  completamente  sorvê-lo 
Ouriçei de muitos braços  os meus pelos 
a emoção,  não  a conhecia,  era tanta
que ,do  meu avesso , não se ouvia meus  próprios apelos

Ninguém se ouvia 
Nem sabia o que dizer 
senão querer  e querer e querer 
Intacto querer pode te mover  do tempo
demover todos os amores  do mundo
de parar e de morrer 

Para  voltar  contigo ao meu peito 
do mesmo jeito de antes
ofegante , jovem e desalinhado 
mais ombro do que distante 
querendo ser meu namorado


Meu olhar  foi enfeitiçado 
tremeu  o sorriso , mordeu meus lábios 
só  o que ainda pude  foi  me resguardar em separado
longe de poemas, de versos,  de alfarrábios 

Quase que me fingi de mobília
Será que poderiam saber o que eu sentia?
Meu corpo todo talvez fosse só um espanto
um olhar tímido de canto que pressentia
que se me vissem de verdade  leriam o meu querer tanto 

Sem saber que fosse parar
depois 
não me avisou a roda do tempo de cada um   
que fosse marcar a  ferro uma quentura de impregnar
para nós dois 
a monumental a vontade de ser só um
de ser apenas feliz 
no poema, no estêncil, na  matriz 

.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-..-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.

Vim deixar  uma poesia para segunda -feira   que passou há alguns minutos logo ali atrás .
Passou pertinho  daqui, de mãos dadas  com seu par bem arrumado, grisalho  e dobrou a esquina do tempo  . 





Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...