Tanta água
congelando
adormecida
entristecida
de necessitar
ao frio resistir
a dor suportar
rogando evaporar
no meu rosto macio
água de sabor
do amor que desconfio
ainda existir
amor oceano
que ama tanto
mas congela
encolhe e rateia
se há dissabor
e ñinguém se chateia
não deseja uma presença melhor
não pragueja o vazio no lugar
o quarto sozinho
nenhum suor
nenhum valor
a regular minha temperatura
sofro com tanto frio
em rio de lágrima e desgosto
mágoa
água
lágrima
calor deposto
Beleza de poesia e música!
ResponderExcluirCombina em muito com este dia invernoso carioca.
bjs cariocas
Amanda, obrigada pelo comentário. Vou visitar seu blog com calma . Já fui lá rapidinho e gostei bastante
ResponderExcluirBeijocas
Beth, beijos cariocas para esquentar a cidade... que frio!, rssss
ResponderExcluirGostei das figuras que usou no poema. Nunca pensei na água congelada como se estivesse adormecida. Bem certo que senti mais frio! (rs*) Beijus,
ResponderExcluirEi Luma, prazer te ver . Nas oportunidades de visita ao seu blog sempre saio refletindo e com os textos fazendo efeito por muito tempo , até que outro venha e por aí vai.
ResponderExcluirVai ligando, vai ocupando os espaços possíveis ( como água )
Ando com frio e com a forte presença desse assunto. É o frio encolhendo os assuntos, as palavras, os amores, as dores e os sentimentos.
É, também , o frio estação que procuro ver , espetáculo da natureza , fase, clima que traz outra fluência para as águas , ou melhor , retira-lhe o fluir e deixa pedacinhos, solidifica , cria formas outras de ver as coisas.
às vezes parece branco, parece adormecido.
Uma lágrima pode quebrar o gelo e aquecer de alguma forma o coração da gente trazendo o calor de volta.
Beijos