Tal preto da batina
morre para o mundo ,
se vale o que está em cima
arremedo do que está ao fundo,
parto ao meio numa lágrima
Meu lado humano se põe
na linha do horizonte
em desalento a esgueirar-se
Miro as nuvens negras no céu
ao dar com o mar desatento
não sei quem consigo ser
ao ver o amor esmorecer
desentender as engrenagens
que me unem o corpo
ossos e cartilagens
e me clamam por viver

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