é tão confuso!
Eu não compreendo o teu uso das palavras
é um abuso
um caso obscuro
um ombro que escapole
não me consola
não me guia no escuro
não está no que vivo
é fictício
Eu não entendo nada do que você diz
nem sei se você diz
ou eu é que apreendo
confisco lendo
continuo sendo o mesmo
Ler você dá trabalho
Eu me embaralho a esmo
Eu me viro do avesso
para ver se vesti certo a camisa
se a costura aparece na rua
Busco alguém que ,enfim, me avisa
que isso é poesia
Algo que nem pedia meu coração
adormecido e de casca morta
Não me aproveito do que indicam
tua boca muda e versão torta
teu verso surdo
tua porta
que se abre e me convida
para mim, muito esquisita
desaforada
sem lugar
locada
inquilina
Desculpe se não gosto
de perder meu tempo
com entrelinhas
.
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