que te aqueça como ninguém mais
mas, por outrem, não posso abrir janelas
ludibriando a identidade nos portais
Eu sou apenas um verso diletante
num risco intrigante que vinca a tua face
como quem escreve titubeante em disfarce
na febre de arriscadas apostas , um outro nome
Podia contar-te do meu grande amor
que nem de perto te contaminaria de rubor
Também tenho saudades e muita dor
mas nunca mordeu em minha nuca a apatia
Podia revisitar nossas avenidas
nossas melhores e mágicas horas
Fazer todo barulho do mundo
toar a vuvuzela no teu ouvido
que não comoveria em ti legítima inovação
nem o menor sentido
Só teu refletido silencio , lídima solidão
tua pele fria com arrazoada fome de calor
sufocante desolação e fiel mora
Só, o insuportável é o mais velho motor
de arranque e partida do agora
para novidade, para uma nova paixão
outros caminhos , mais vida
Todavia, sou apenas um verso ofegante
que corre aqui para estar contigo
Até que obtenhas o visto
praça de entrada, alçada
performance sem contradita,
gol de trivela
aclamação recôndita
.
Muito interessante. Fiquei honrada com o convite
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