Enquanto não chega o poeta
que se deve chamar ás pressas
em noites de lua deslumbrante
que inspiram os encantamentos
Acariciam mais que os unguentos
absolvem os amantes
Nâo se mova
Convém deixar estático o querer
receber, como a um beijo, o momento
Se o teu automático olhar distrair-se
de forma adolecente e sem hora
Não se submeta ao desencanto
a saudade e ao sofrimento
para sofrer melhor preserve o pranto
sofra muito e mais do que nunca
É´costume um poeta passar voando
pela memória da gente
Logo um te socorrerá
com um verso síntese
de seu belicoso delirar
Não deixem que movam seu corpo
Nem mesmo o toquem
se eletrizado , em choque
de uma fome que não sabe por onde começar
Mantenha a calma com a certeza do controle
do uso acertado das vontades
Algum verso correrá da tua memória
como corre uma lágrima simplória
oxigenando tua via respiratória
ao alcançar-te sem morosidade
Poemas servem em emergências
São escravos treinados pelo tempo
O sinistro fascinante que te acomete
em noites de amor diletante
comovem o sono com urgência
com preguiça asseguram-te todo o sonho
Poderás manter o corpo flutuando
sem que ninguém o interrompa
sem que a alma saiba até quando
a felicidade morrerá

A poesia parece ter estabelecido morada definitiva neste blog. Cada palavra desperta uma torrente de imagens nos transportando para outra dimensão. Como num delírio onírico, tudo se transforma e assume um novo aspecto impulsionado pela pena lúdica do poeta, renascendo a cada instante e alçando vôos bem altos. Parabéns pela postagem e continue nos privilegiando com suas mágicas palavras.
ResponderExcluirUm grande abraço.