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segunda-feira, 7 de junho de 2010

Melhor nossa filha não andar com ele

Há quem não se dê com a frase poética ou com o olhar desalinhado , mal acabado de um verso. Suas madeixas compridas  e singular expressão desfazem  da linha toda e não dão corda ao parágrafo para que este  tome fôlego. Que maldade!
Fala rápido,talvez uive  e, aos golpes de vento,  espalha significados distantes, as vezes ,incoerentes, com alguma sorte , contraditórios,  proibidos e displicentes . Mas  tão parecidos  com o que sonhamos. Um perigo, talvez. Melhor nossa filha não andar com ele . Será comunista, xiita, mais velho, roubará o meu coração beato? meu sapato ingrato , sempre ao chão, ordenado com os passos que não se aventuram ?
 Goela abaixo, estende uma toalha no chão, aparece de jeans surrado e confortáveis chinelos e parece um principe encantado  que vai te salvar da torre , com aquele sorriso perfeito . Cheio de convites, de revides,  de promessas. Ele não tem o esmerado currículo nem a grade acadêmica que pudesse  tomar um chá com sua mãe embevecida. O verso sabe que ela faz sexo, sonha no jardim e já foi uma adolescente mais netuniana que você. Ele sabe em quem pensou quando viu o curioso peito aberto ao vento sem casaco numa tarde fria .

De alguma forma o verso sabe. Não o sabe o poeta
 
Há quem jogue suas tranças aos céus  rogando que se acudam as velhas vocações maltrapilhas e arquivadas. Uns escutam o noticiário  para estar ao  par do que lhe confiscam e desejam repartir suas dores na fila das Financeiras.  Mas todos se quedam comovidos  com a fala de um poeta:
E agora José?
Por ocasião da posse do Presidente do Supremo Tribunal Federal ,um verso de Cecília Meirelles   finaliza  o discurso guardando em meu coração as belas palavras pronunciadas com reverência  pelo Ministro  :
"liberdade
esta palavra que o sonho humano alimenta
E não há ninguém que a explique
E  ninguém que não a entenda"
Emocionante, não?

 Penso que o verso  deve , de propósito ou astúcia, ficar poroso desse jeito,para abraçar macio ,  flexível , resiliente, para se  afinar  ou aceitar as linhas( mesmo que sem a elegância reta, mas espiralado, diagonal), tudo para ter cumplicidade com quem o lê e por acaso , a partir dele, sintonize algum pensamento.

 Ao que parece , o verso deseja comportar-se como amigo de infância de quem fica perto dele, quer alguma  companhia nem que seja de quem não gosta de poesia.




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