arrebatado pelo cheiro de amor
roubava-me a vergonha , sorvendo-a
como se fosse algo inofensivo que sabe decor
salivava de forma espessa
e não pensava em mais nada
duvidava que houvesse peçonha
e que não pudesse mais voltar
E assim,seguro, sonhou comigo e ardeu
entendeu o que eu disse e o que segredei
até ouviu minhas lamúrias e aflições
e o que eu podia dizer não mais sei
Tencionava dar-lhe o que pretendia
mas não deu tempo de permissão
acotovelou-se nessas linhas e me pegou
comeu as entrelinhas e os lânguidos voos
mordeu tudo o que escreveria depois
Meu verso não me deixou escrever em paz
.
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