quando o desejo de reencontro é mais forte
que delibera a morte paulatina da novidade
Vendo-o mais incrível do que aos cadeados
Ao ficarem de frente ao destino, as portas, tão embevecidas,
abrem-se , no sonho clandestino ,e se permitem à realidade
enganam o guardião do tempo vestidas de velhas conhecidas
Tomam-lhe o corpo ofertado em troca da passagem
Escangalham a memória , as fronteiras e as margens
Acasalam com fúria dissolvendo-se na performance
Numa transcendente anarquia de todos os sentidos
Mordem seus desencontros ao invadir seus ouvidos
Segredam às coxas todas as saudades, aos gritos
apertando-as até esmagarem das falas seus gemidos
lambendo as pontas para ver até que ponto se vai
ludibriar o cansado e previsível livre arbitrio
Comem-se afoitos a desesperar o tempo
como biruta , embalam e conformam os ventos
e sós deixam-se sofrer na mesma direção
sem requerer socorro desse aprisionamento
esmaecem da revolução libertadora
renovadas e entorpecidas pelo momento
não podem mais comportar-se como dois horários
dois lados , antagônicas figuras , relíquias
ontem, amanhã, preservados nos relicários
passado , futuro, escritos e planejados
sonho, realidade, registrados em múrmurios
passos e rastros de lidos augúrios
mas par dos lados distantes e complexos
leitura e pressãgio delatam o sexo
do tempo que morre quando se ama
sem proclamas
é o presente
presente
Fecham-se as portas
e a vida passa
.
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