para opinião
Saltam da grande ordem de minha adolescência
das grandes rodas das películas cinematográficas
na calada e escura sala do cineclube do colégio
as janelas
as tragédias
as notícias
as maledicências
Meus cabelos eletrizados de perguntas e sacrilégio
de causas e bandeiras exilavam -se nas canções
aprumavam-se presos no alto da cabeça
sem fôlego
sem tônus muscular
para te soltar
das panelas
das comédias
das polícias
das carências
Das novas amareladas dos jornais,
dormem inquietações
livros malditos
ritos
sem ar
sem envergadura
para te consumir
consolar
das sequelas
das comédias
das misericórdias
das taquicardias
Não tenho tempo para procissão
Não tenho hora para os matinais
Pulo as notícias na grande escuridão
para olhar tuas súplicas ideais
sem correntes
al dente
pronto para ser engolido
resolvido
diluído
pela minha gástrica omissão
.
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