
Caiu a minha arvorezinha do parapeito da janela
foi um gato safado de olhos gentis e sem jeito
sem modos arrebatou o que não tinha direito
e de quebra arranhou meu coração sentinela
Abriu meu vestido ao vento o mesmo felino
puxou furtivamente a lã do seu feitio belo
encurtou seus planos com pura honestidade
trouxe para minhas pernas frio e insanidade
calou minha boca séria , meu protesto singelo
disse do seu amor , sonho, rancor e liberdade
da escuridão do telhado, desconfiança e solidão
Chamou de doce circunstância a minha saudade
com alguma elegância dispensou qualquer perdão
foi embora após saciado em sua curiosidade
Vadio, beijou meus versos e desfiou meu coração
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Fico feliz quando você comenta