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sábado, 16 de janeiro de 2010

Meu companheiro


Meu verso estacionou ali na frente
pertinho do meio fio perfeitamente
Antes de me olhar mirou o espelho
Sorriu para mim num projeto velho
Retribui e o abracei demoradamente
Precisávamos recapitular de plano
o que faríamos dali a segundos
Abrimos juntos a porta com o pé direito
Descemos os panos sem muito jeito
Nós ficamos eretos : os dois mundos!
e partimos ao meio o encantamento
Em seguida entregamos pronto o texto
que desvendaria o que temos por dentro
únicos , unidos , ternos e rudes trajetos
Tudo que me adora e todo o resto
foram entregues logo cedo a Editora Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

2 comentários:

  1. HUmmmmmmm...
    Isso quer dizer....
    |:)
    Ta linda nessa foto, uma mulherfértil!
    Beijos
    San

    ResponderExcluir
  2. Imagina...
    Imagina..
    Imagina...
    Exercício de imaginação e um pouco de brincadeira coma algumas figuras.
    Faço do meu verso um amigo imaginário , uma companhia , e ao mesmo tempo um outro eu que me fita,rsss e me olha de fora. Também é minha rua de ficção, onde invento as coisas.
    Estou inventando chegar e entregar meu texto pronto.
    Oh céus , como se ele fosse capaz de estar pronto algum dia sem retoques possíveis. Parece sempre inacabado merecendo minhas visitas. Igual filho que parece pequeno para sempre
    Mas eu brinco que ele parou. É a figura do estacionou perfeitamente, pertinho do meio fio. Quando a gente sai do carro e acha perfeita a manobra. Aliás eu vibro e comento como a fiz bem,rsss. Gasto alguns minutos com a narração de uma baliza a la Galvão Bueno: "_ bem amigos .....e ali rende , rssss.

    "Meu verso estacionou ali na frente
    pertinho do meio fio perfeitamente"

    Pelo retrovisor ele finaliza sua fala , desliga os aparelhos e mira o conjunto de espelhos para ver se pode sair. Ele desligará a chave , antes me olha, me vê de passagem , pois estou sempre com as minhas tralhas em seu bagageiro.
    Sou sua companheira, parceira de projetos e de certa forma nascemos assim e já somos velhos conhecidos.


    "Antes de me olhar mirou o espelho
    Sorriu para mim num projeto velho"

    Eu sinto o mesmo que ele naquele momento

    "Retribuí e o abracei demoradamente"

    o abraço é uma conjunçao de grau exato . Tão exato que é necessário rever que somos dois

    "Precisávamos recapitular de plano
    o que faríamos dali a segundos"

    Nisso concordamos e estamos unidos.
    Queremos que seja verdade e que dê pé, dê certo , seja bom

    "Abrimos juntos a porta com o pé direito"

    Resta ainda o desafio daquela intimidade . Estamos nus

    "Descemos os panos sem muito jeito"

    Estamos em sentido de prontidão!

    "Nós ficamos eretos : os dois mundos!"

    Estamos absolutamente a sós nesse breve momento e olho no olho dividiríamos aquela cumplicidade e na entrega e na absolvição do nó eis que repartimos o encanto. Igual as células a se distribuir, que nem milagre a se multiplicar

    "e partimos ao meio o encantamento"

    Nasce algo novo.

    "Em seguida entregamos pronto o texto"

    o texto é o que criamos juntos
    é ele
    sou eu
    "que desvendaria o que temos por dentro"

    Tem hora que não há nada a nossa volta e tudo se esgota no que há por dentro . Ali somos o último biscoito do saco, o único exemplar de um livro raro, um animal em extinção . Tudo se concentra no que sentimos
    Somos únicos, somos por onde andamos e todos os caminhos seguidos.
    O que houve por bem acontecer o que deu errado. Patrimônio nosso com plaquinha na porta , escritura e publicação na Imprensa Oficial
    "únicos , unidos , ternos e rudes trajetos..."




    "Tudo que me adora e todo o resto"

    A imaginação deita frouxa com seu dever cumprido , ri de nós enquanto temos que sair correndo cada um para sua casa . Ela fica inscrita e nós temos que voltar até a próxima estação que é a Edição dos sonhos.

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