Ando torto com olhar magro e macilento
para a poesia dos meus dias ninguém querer
Até invento versos num trabalho árduo e bolorento
mas esqueço com boa vontade ou para me deter
Se eu sair por aí a cantarolar
como meus lenços macios ao vento
como minhas leves flores e pétalas aladas
o que será do sofrimento diário de alguns?
Ahhh lamúrias e lamentações tão cultivadas !
Lençóis lisos , ás vezes , me escorregam
para lugares mágicos e incomuns
porém , antes que me colham ,volto e me assento
muitas horas até me abaixo
Ando morto de olhar cabisbaixo
para a poesia dos meus dias ninguém querer
cabe dizer do sortimento de qualidades
profundas verdades, benefícios inspiradores
e sobretudo um farnel de belezas que tenho visto com ela
Só que nem arrisco perdê-los em vão
Cerro os olhos , portanto, e me deito
apenas fecho com chaves uma janela
e o poema fica lá dentro

lindo poema adorei, um grande abraço
ResponderExcluirOba! que bom ter a sua leitura ! abraço!
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