![]() |
| imagem daqui |
Olinka Vistica e Drazen Grubisic não causarão hoje um efeito sedutor às minhas sonoridades. Nomes musicais, não? Causam um ritmo em mim. Contudo, resisto a buscar formas e rimas e versos que falem de perto ou finquem apelidinhos de infância a essas duas figuras que descobri numa reportagem interessante.
Parágrafos longos e intróitos desconcertantes à parte , vamos, logo, ao encontro deles, já já:
Os dois fundaram um museu com as recordações do amor que partilharam . Fizeram isso após o término da relação de quatro anos com uma exposição itinerante dos objetos que trocaram na vigência do amor .A partir disso , criaram o prédio das coleções desamorosas, o Museu das relações terminadas .
Fica na Croácia , em Zagreb.
Os objetos expostos são reais , derivam de histórias de amor vividas e extintas e foram doados, "jogados fora", lá para descontar do desamor o seu preço imódico. As pessoas deixam os pertences e contam suas histórias, despejam suas raivas e tristezas e devem sair mais leves . Os visitantes , mais ricos .
Assim, imagino, porque se debate o desamor , livra-se dele sem dedicá-lo as musas dos mitos , dos inalcançáveis fins. O fim fica colecionável, exposto dessa maneira . Rasgável , pisoteável , na estraçalhante e banal fotografia de fundo de baú em que se dá uma olhadinha e se "mete o pé " em viagem.
Prossegue-se .
Rasgue as minhas cartas
E não me procure mais
Assim vai ser melhor
Meu bem!
(devolva-me/Adriana Calcanhoto))
Eu fico pensando, em consolo , que deve ser muito difícil não se ter nada de recordação para livrar-se solto de nós. Cartas, retratos, pequenos cantos de sereia que encantaram a gente e destruíram nossos navios. Por que tem amor que não deixa nada ? ou vai morrendo aos poucos e nem raiva causa ? Não teria nada para Zagreb , nem para uma fogueirinha de fundo de quintal.
Carlos me relatou do retratinho de uma apaixonada que não lhe causava nada à época . Ele com nove anos rasgou em mil pedacinhos e ainda o exterminou num fogo alto e vermellho para não restar nadica de nada de recordação. O relato comoveu o meu abraço mental. Ah!!! Meninos naquela idade !!!!! não entendem as meninas .
Já encontrei embaixo de uma árvore vários retratos antigos rasgados como couve , um a um , esperando a chuva chegar na calçada de uma ruazinha na Tijuca. Deu vontade de colar os pedacinhos e ler as dedicatórias mutiladas , mas passei sem pisar , esperando que o mau tempo demorasse o tempo do arrependimento do descontente.
Eu vou lhe deixar a medida do Bonfim
Não me valeu
(trocando em miúdos - Chico Buarque)
Aquela sorte pelo chão ,desmanchou-se na chuva(acho) e na minha memória . Fiz versos com as imagens . Outras sortes me encheram de músicas e refrões
Encontrei o anel
Que você esqueceu...
Aí, foi que o barraco desabou
Nessa que o meu barco se perdeu
Nele tá gravado
Só você e eu..
O desabamento de Aragão ( canção de Jorge Aragão) abala minha sala de quinquilharias imaginativas ._ Ai que dor !
Meu sono ,que desanda também , diria que se pudesse "fugir , num pé de vento", um bom lugar seria Zagreb. Será?
.Deixaria aquela aliança que só existiu no meu eletrocardiograma registrando fissuras e rachaduras de coração partido
Não menos triste, chega-me a música de Vanessa da Mata e só o que me vem , de forma urgente , é deixar os desencontros para outras entrelinhas e tintas. Sim, deixar esse tema ou assunto , com suas irreais expectativas , para lá ,isto porque, apenas, estou explorando a idéia fantástica com finalidades culturais e até terapêuticas da construção croata. A idéia criativa e genial do casal Olinka e Drazen , e não percorrendo minhas coleções particulares.
Minhas linhas adoram uma tristezinha para lhes explorar o drama .Daqui a pouco vão querer oferendas minhas e plaquinhas nas prendas para as musas do desamor .
E Você ? tem caquinhos para visitação?
O que você levaria para Zagreb?
É só isso
Não tem mais jeito
Acabou, boa sorte
(Vanessa da Mata - Boa sorte)


InteressANTE ISSO.nUNCA TINHA VISTO!!BEIJOS,CHICA
ResponderExcluirAchei interessantíssimo ! Chica!!!!! Não é legal ?
ExcluirLoura linda, eu não levaria nada, já incinerei tudo rs! Beijos, querida amiga!
ResponderExcluirLegal Shirley, rssss. Beijocas , obrigada por estar comigo
ResponderExcluirEste pensador, viajeiro entre Sois
ResponderExcluirEsta Ave pousada em mil embarcações
Esbarco que passa sem vela ou remo
Esta arca repleta de vibrantes emoções
Esta mestiça flor de açafrão
Este ramo de espinhos cravados na mão
Esta alma que não ousa largar opinião
Este homem vestido de solidão
Bom fim de semana
Doce beijo
Navegante Profeta , obrigada pela interação . Atracar com tuas letras por aqui me contentou a pena .
ExcluirSei não...
ResponderExcluirhttp://vemcaluisa.blogspot.com.br/
http://www.facebook.com/vencaluisa
Bom não ter caquinhos, estilhaços , e rasgos . Ou reciclá-los com linhas, costuras e curativos novos momentos.
ExcluirBeijocas Vanessa
Olá, passe para conhecer seu cantinho e segui, tambem sou BU 2424, ficarei feliz com sua visita em meu blog e se gostar me siga tb...http://bybeiju.blogspot.com.br, bjim e até lá!
ResponderExcluir