Eu fujo da poesia,
corro do poema sujo com borrões
esfumaçados
fartos de nuvens e traçados
com aventuras de nós dois
Parece maquiagem a iluminar
Quero estar longe
Quero estar longe
escurecida , sem alcance
em outro lugar
Porque me excita a curiosidade , o lado reto das coisas
calado de técnicas e sob a guarda da existência
sem queixas remotas de comprovação
(sem antes e nem depois )
(sem antes e nem depois )
A mudez da métrica e sua resistência
É uma vida de campo
anágua de proteção
A poesia não ! Ela me cansa
anágua de proteção
A poesia não ! Ela me cansa
Tudo me parece relevante e urgente
quando o verso me reclama
a vida é furta cor e se inflama
derrete os miolos para que uma emoção me experimente
água em ebulição
bolhosa
maravilhosa
e eu, em franca infusão
água em ebulição
bolhosa
maravilhosa
e eu, em franca infusão
Ourives da alma em cruel soldagem
polindo a letra bruta e selvagem
Quem me lê ao final não imagina
para o refinamento , a dor que se impregna
Prefiro a roupa matemática sem atraso
na régua das circunstâncias
andar um passo a frente do outro e chegar
do que dar importância a coreografia do acaso
Levem o poema para longe de mim
Não pronunciem o meu nome ao seu ouvido
ao menos em dias santos e feriados
Tirem da minha pena seu ar encantado
Tudo isso me enruga com força
é a asa caótica de querer mais do que se tem
de se aventurar nessa passagem
com gastura e voltagem
Sorvedouro ímpar
Quero estar longe
sem alcance
em outro lugar

Oi Leila, seu blog é um encanto.
ResponderExcluirVim te convidar para participar do mosaico Volta ao passado - e também, do sorteio
http://cafeecetim.blogspot.com.br/2012/06/mosaico-volta-ao-passado.html#links
É uma oportunidade de divulgar o blog e também nós divertirmos com as historias e imagens que fazem parte das nossas lembranças.
Beijos
oi Lúcia , tenho curtido muito o seu café e cetim - tão lindo ! Obrigada pelo convite
Excluir