Fiz uma leitura em retrospectiva por entre as postagens que adormeceram nos rascunhos do blog. Coisas de momento que foram interrompidas . Letras inacabadas.
Canções rastreadas diriam muito de mim. Aliás , disseram . Fiz uma viagem interessante e reveladora de sortidas intenções, sensações e sentimentos. Devo ter pescado ou colhido alguma coisa que se transformou em outros versos ou outras prosas.
Nos rascunhos deitados não sei se houve beijos de príncipes ou retomadas . Eu não lembro e não sei. Não sei se valeram e ninguém saberá .
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Está num sono bom o que eu vinha dizer
Dorme a minha voz com suas querelas
Nas janelas dos meus quartos eu vou ler o que sobrou delas
o que extrapolou para minha vida envolver
Memórias não domesticadas
desaforadas
sem jurisdição
Numa piscadela reconheci teu jeito
a minha dor no peito
quando imaginei que te perdi
O que é verdadeiro permanece
minha alma aquece
tudo que , depois , vivi
Tu ficaste
Eu fiquei
amor não domesticado
desenganado
sem corrosão
Noutro canto não tem jeito
reconheci vários acordos que foram desfeitos
versos desmentidos e acordes preteridos
sonetos que pararam de rir
de toda a métrica
de qualquer perecimento
do esquecimento
algo poético ficou intacto
tu ficaste
eu fiquei
apto, meu verso rugiu
como um leão no meio do céu
na montanha que reina
na lembrança de partiu
Eu ainda sou teu
sou a realidade sem véu
em que o teu viver testa e treina
Sempre estarei contigo

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