Não sei que pele me visto
que roupa vou suar
se tenho visto para o mar
se tenho lonjuras de interior
que roupa vou suar
se tenho visto para o mar
se tenho lonjuras de interior
Venho com terras de arar
doçura no olhar
e lutas de rancor
colo de xodó
boca de senhor
boca de senhor
cordas de escrava
uma preguiça de me contentar
Quero tudo viver
Desejo tudo querer
Por que está em mim
e não ao meu redor
Não é uma boa razão?
Descobrir
apurar
Minha palavra despe-se
Nem sei que pano ainda se atreve
qual eu deixo tirar
se tenho águas de ninar
se transbordo meu copo e minha dor
se há um fogaréu para te incendiar
e em minh'alma : apogeu e aceitação
Minha palavra despe-se
Nem sei que pano ainda se atreve
qual eu deixo tirar
se tenho águas de ninar
se transbordo meu copo e minha dor
se há um fogaréu para te incendiar
e em minh'alma : apogeu e aceitação
Deixo viver
Deixo engendrar
desnecessário o forceps
dispensável anestesia
É tanta voltagem que ruge
arde , é bonita e sexy
Responde o corpo em auge
que se acredita
na liberdade
que se acredita
na liberdade
que se cria
penso escrever
o denso espreitar
É a minha insônia e vontade
que deseja te abraçar
encolher e te cobrir
esconder e me exibir
dar-te a contradição
o outro lado
meu principado
Dar-te , também, a lua inteira minguante
todos os quadrantes da roda
e eu entregue
à frente escura da noite
de modo alucinante
em transe com meus sonhos
minhas réguas e efemérides
em busca da tradução
do que em mim foi escrito
e se
todos os quadrantes da roda
e eu entregue
à frente escura da noite
de modo alucinante
em transe com meus sonhos
minhas réguas e efemérides
em busca da tradução
do que em mim foi escrito
e se
foi escrito
a imensidão
a imensidão
Um poema imensamente encantador, intenso e pleno de sensibilidade. Lindo!
ResponderExcluirBom fim de semana.
Beijinhos
Maria
Minha querida , beijinhos.
ResponderExcluirHoje a lua está minguante como na foto, sorrindo sem enigmas.
A boca da noite tem me dito coisas que não sei traduzir . Como gostaria!