" O esquilo com mais vontade de encontrar sua noz"
Pego de empréstimo a fala de Carlos Saldanha no comercial da Nextel.
Quero essa vontade forte.
Estou triste e o Blog tende a me ouvir . Para esses dias ....
Nada como música , faxina e pesquisa
limpeza ,perfume e lembranças
conversar com os fatos, de frente
encontrar no monstro da dor vigente
o friso no corpo e sua cicatriz
uma criação à sua semelhança
A dor tem a cara do dono
Cria-se pouco a pouco uma distração insolente
que descuida, não zela pelo que se precisa
pede pouco e aceita menos ainda
deixa a esperança em abandono
Alto lá , que eu me estimo tanto
não posso estar disponível assim
na conta do risco e cálculo alheios
Desculpe, vou embora desse lugar
o meu lago de patos é noutro canto
E tenho mudado ao longo das tramas
escolhido as cores , as linhas
agulhas , pressões e mais encanto
Desaponto se estou mais alta que as chamas
Se há no pranto desejos
que não se realizarão a contento
esperanças minúsculas não tento
fazer com que caibam no peito
Há pouca linha para o plano
se curto é o pano e a ventura
Não pode haver ponto insano
que obrigue a costura
Debandar? puxar a linha e dar os nós
descer o pano ao entretenimento
para amar com melhor caimento
vestir o corpo inteiro sem nada descobrir
Há revestimentos finos e especiais
e almas sensíveis como tecidos nobres
não desfiam nem desbotam,
não esgarçam e nem encolhem
guardam o corpo de conforto
o coração de portas e passagem
artesanato da liberdade
vazios e preenchimentos
muitos fios
e laçados sofrimentos
Amor não há de maltratar
é questão de bom e zeloso manuseio
vontade de estar junto
multiplicada vontade
de buscar onde estiver a sua noz
onde ela estiver
e, lá, provavelmente
a sua felicidade

Leila que traçado incrível você fez da noz que aquele esquilo persegue no filme até você, em sua vontade de viver e não se entregar.
ResponderExcluirÉ isso aí, força amiga!
beijos cariocas
Nunca hay que rendirse, profundo post,
ResponderExcluirun placer pasar por tu casa.
feliz semana.
Leila, a gente vai atrás, desvia, corta caminho volta e começa de novo. Tudo pode ser um entrelaçado de linhas, formatando um "trilho" de mesa a decorar teu caminho, vai vai e logo ali tem uma pedrinha, o ponto esquecido. Você olha desencantada, mas o prazer de faze o de melhor, te faz puxar a linha para trás e reconstruir om o prazer do bem-feito, mais que efeito, o feito com amor.
ResponderExcluirVou te ligar, saudadis.
Beijos
E assim a gente vai escrevendo pra se salvar. Quem sabe Clarice não tem mesmo razão??? Beijo afetuoso na minha querida.
ResponderExcluirBeth, um traçado e uma analogia . Estou sempre pensando em que construção coloco meu tijolinho-palavra . Você me faz ver esse risco ou traçado agora.
ResponderExcluirVou misturando as linhas com pontos que me afligem realmente, vontades de mudanças e recomeços e também uma ficção básica que pego emprestada por aí.
A figura criada por Carlos Saldanha me comove de verdade . A história do Patinho feio também é capaz de me desentranhar a esperança de encontrar meu lago de cisnes .
Dizer que minhas linhas podem criar uma reflexão importante para mim mesma a ponto de me libertar de uma roupa curta e buscar um melhor caimento parece convergir para a sensação de ser possível achar a noz que busco
Essa busca é a minha verdadeira noz
Leila
Ricardo, obrigada por estar comigo. Seu comentário me anima
ResponderExcluirLeila
San, saudades também
ResponderExcluirE vamos criando um caminho de mesa com nossas tintas, linhas e amores . Cada ponto, uma pressão , uma intenção , um plano , entretenimento e projeto.
Curiosamente , descobri que tem uma máquina de revisar tecidos de malha chamada de "tribunal". Interessante né? Viajei com essa idéia de programar o manuseio levando-se em conta a fragilidade do tecido. Deveria ser assim também com os sentimentos .Devíamos prestar atenção que tipo de tecido cobre a nossa alma de sentimentos, nossa casa de desejos e buscas, nosso telhado de vontades.
Se finas, de raras camadas, ou nobres tramas não deviam ter pressões e distâncias condizentes???? um tricot de reflexões, rsss
Temos que cuidar das coisas de acordo com suas características. Da pessoas como elas são , benção e indivisão
O amor é uma criação artesanal .
desde o amor próprio ao amor de outrem
Há que se conhecer a si mesmo hoje e ontem
com a vontade de pertencer e desmembrar
não desandar se possível e continuamente .
Beijocas
Leila
Isabele, ela tem razão , eu acho !!!!
ResponderExcluirServe para mim a tua presença com afeto e sintonia para comprovar que a minha tinta me liberta e me salva .
Nunca pude ser instantânea e com sabor muito rapidinho ( nem para mim ), mas sinto que é como se estivesse apurando o sabor num caldo bom , cultivando amizade como a sua , com trocas preciosas a cada comunicação.
Leila