Eu não sou lua que mingua e volta
decresce e rima sua complacência
no passeio que dá às voltas
com sua premência
Estria não sou
que marca espirais ao inflar
e jura à pele em seu voo
que não vai te deixar
Guardo o caminho , altar
nisso , vou sozinho
não sei se me avizinho
não sei se vou te esperar
Não sou da província
nem da vizinhança
nem mais sou familiar
Cada dia mais distante
com a lente minguante
estou sem leme nem fluência
sou a maré que se afasta no continente
Que assusta aos elefantes
e aos mercurianos de cancer
com a memória de anteontem
Receio tenho se eu voltar
e partir ao meio o horizonte
com a fúria de um mastodonte
Para , enfim, fazer o que se tem que fazer
bater continência a fome
tirar da vez o teu nome
ir embora sem estar devez

Que lindas as tintas em tom pastel...
ResponderExcluirCada vez melhor - capa e conteúdo!
;)
Legal você comentar. Obrigada . Pelos menos as cores eu escolho ao passo que no conteúdo sou compelida, rsss
ResponderExcluirTirou de dentro a poesia e mostrou a que veio a Poetisa.Adorei esta força...
ResponderExcluirBeijos
Maria