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| foto Berenice Dias |
Tem um canto na alma
em que me flori
farta e abundantemente
Perfumei toda a parede fria
alongando meu galhos
estalando meus braços
assistindo a uma retrospectiva
do que já vivi
Grata por tudo que passo
a cata do que eu mereceria
no reflexo tão gerúndio do meu olhar
querendo com todas as forças
não me evadir por nada desse mundo
não me dividir nem por um segundo
No máximo , dar aos músculos um encanto
num exercício de alongamento
Como um gato que se estica
Como uma trepadeira
que se acredita benvinda
infiltra e dá de parir sem cansar
Tal e qual dormideira
que se diverte de abrir
ao toque de seja quem for
Eu fui me espreguiçando
inspirando longamente
abraçando o momento
com o meu sentimento
a dor mais premente
e tudo foi se acostumando
no mesmo canto

Acabei de me esticar e pús-me a ler esse texto cujo título tem tudo a ver e inunda o ambiente com uma torrente de imagens e sentimentos. O Poeta parece estar sempre manipulando as realidades e transformando-as em doces palavras, poesias instigantes com versos agudos e lancinantes. O efeito de cada palavra cuidadosamente posta e recebida da alma inquieta e ansiosa por produzir o belo e o transcendente, é extremamente prazeroso. Adorei alongamento!
ResponderExcluirFiquei sem jeito, ali no meu cantinho
ResponderExcluirSorri contente num arquear sozinho
daqueles que animam de forma angular
cada parte que me alonga
cada parte que me traduz um pouquinho
cada pedaço desse caminhar
o alongamento é necessario antes do exercitar
Tem que ir até doer
seguir a linha do musculo
sorver o momento como ósculo
ceder o confortável se der
aos braços de ser plástico
mais elástico
mais fairplay
mas você
Obrigada, David, por suas linhas que sempre me inspiram mais e mais
Obrigada por doer comigo ,rs