Envergada a elegância
com tanta petulância e amolação
quem sabe ao par de toda maldade calculada
de ventar toda a primavera para longe
num frio fora de estação
Venta forte que dói
e chove mais veloz que a rua me apóia
corro para ver se não morro de vez
encharcada na movediça da clarabóia
O sofrimento é iluminado e parece que inflama
mas eu escolho ser o que sou, uma íngua
ir onde vou ,amando do jeito que amo
a seu lado mesmo com a felicidade longínqua
Amar você é um aperto na garganta
rima todo o dia com eternidade
num verso cruel e desnaturado
que não solta a voz para me afastar
do mal que só se agiganta
Sei nem se aflige se tendo se curado
volte atrás e me desapareça mais tarde
na revolução do corpo em atenção
Clama que a circunstância obedeça ao cuidado
Eu penso que por apatia eu não ligue mais
Por que um dia se cansa de ser sintoma
e um outro alguém me tome de paixão
como toma um remédio adequado
e eu não precise mais estar ao seu lado
sem contra indicação

Linda...
ResponderExcluirDeves ter tanta experiencia nesse "bichinho" q machuca como eu. É assim mesmo..nós e embargos na gargantas, palavras não ditas, não escutadas, desarmonia...
Dificil
Mas ele vale a pena obter créditos ainda
:)