Aos poucos, a Natureza tira o bicho do lugar
o Santo sai do andor
o Réu , da lei do cão , será cumpridor
Não há como fugir do rio que corre para o mar
Aos poucos, a Natureza tira o bicho do lugar
O novo dá extinção a seus rabos,
seus dentes, os sisos,os rasos
Fica-se em pé
Há que se comprometer com o alimentar
Aos poucos, a Natureza tira o bicho do lugar
Seguem com ele seus males e seu altar
suas fugas e omissões assinam seus bens
as vontades , até as eventuais
estão impregnadas
Aos poucos, a Natureza tira o bicho do lugar
tira do verso, a noite de seu descanso
o mal que abomina e do qual quer falar
que insufla a rima a se adiar
Adaptar-se é um grande não
Nem sempre é homeopático
o antecanto se submete
num mantra que se repete
silencioso e apático
Nem sempre é paulatino
o verbo surpreende
a direção e o destino
em secreto escrutínio
Decide adaptar-se

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