
Teu lugar é o teu lugar
é o teu amar
sala de estar
Tua idéia é a tua idéia
é só uma estreía
no teu andar
Teu engano é o teu engano
é só um plano cigano
para caminhar
Teu enredo é o teu enredo
marca no dedo
para te escriturar
Teu assombro é o teu assombro
cerca viva do teu medo
de se aventurar
Gosto muito da idéia de caminho, estrada. Às vezes, o trilhar existencial se desenha como um cigano ou nômade. A gente sempre visualiza algo lá no final que não sabemos o que é. A música "se eu quiser falar com Deus", do Gilberto Gil, faz uma afirmação, no mínimo, inquietante, quando diz:"caminhar pela estrada que ao findar vai dar em nada do que eu pensava encontrar". O mistério quanto ao fim da estrada é talvez o que a torne tão interessante.
ResponderExcluirUm brande abraço, Leila e Parabéns pela excelente postagem.
David, obrigada por estar perto do caminho.
ResponderExcluirFui buscar a letra da música que você citou para estar neste lugar:
Se eu quiser falar com Deus
Tenho que ficar a sós
Tenho que apagar a luz
Tenho que calar a voz
Tenho que encontrar a paz
Tenho que folgar os nós
Dos sapatos, da gravata
Dos desejos, dos receios
Tenho que esquecer a data
Tenho que perder a conta
Tenho que ter mãos vazias
Ter a alma e o corpo nus
Se eu quiser falar com Deus
Tenho que aceitar a dor
Tenho que comer o pão
Que o diabo amassou
Tenho que virar um cão
Tenho que lamber o chão
Dos palácios, dos castelos
Suntuosos do meu sonho
Tenho que me ver tristonho
Tenho que me achar medonho
E apesar de um mal tamanho
Alegrar meu coração
Se eu quiser falar com Deus
Tenho que me aventurar
Tenho que subir aos céus
Sem cordas pra segurar
Tenho que dizer adeus
Dar as costas, caminhar
Decidido, pela estrada
Que ao findar vai dar em nada
Nada, nada, nada, nada
Nada, nada, nada, nada
Nada, nada, nada, nada
Do que eu pensava encontrar