diante do espelho, do avesso da costura
nos acabamentos da velha moldura
dos retratos de nossa figura
reconhecemos
Não se dedura uma ruga veemente
que desaponta no meio da face
que por mais que se disfarce
é a cara do que se atura
reconhecemos
No retrovisor apressado pestaneja um sujeito
de orações automáticas de mesmos verbos
manjado pelas retinas em seu itinerário perfeito
comido pelas rotinas do horário e de seu direito
reconhecemos
Quero passar a certa marcha desse jogo
ostensivamente estar no que tenho feito
ver se guarda relação com meu peito
ocupar de vez o universo impresso na foto
olhar o desenho das pontas dos dedos
tocar com as espirais únicas e individuais
abrir a casa , o cofre, o sotão,gavetas
mirar os derramados velhos medos
sem fngimentos
.
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