não tem o feitio da sua sombra
nem vestígio da sua opinião
não voa para a terra do nunca
não pensa em coisas tão boas
O meu canto poético não tem espelho
sem quinas para se ter diretriz
ninguém tropeçará na minha aflição
e quebrará seu grego nariz
O meu canto poético é desértico
é livre e não tem contra indicação
não veste a carapuça da aridez
não açambarca a sua imaginação
O meu canto poético é um quarto
das horas em que se impregna
muito dele vai embora da memória
um grande vazio invade a sua tinta
O meu canto poético descortina
o que se associa com a realidade
o que se rompe da visaõ clandestina
distorcida e parcial da verdade
O meu canto poético é cego
ama com força avassaladora
Não falha se eu me entrego
não resiste se você se atordoa
Ele apenas canta
ameaça ser vulto
amontoa palavras
ora e se curva em culto
.
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