Verso,
Eu te copiava todinho e me assinava
imitava-te até as arranhaduras
as pintinhas do corpo e rachaduras da alma
Por isso entendia o teu desfazer
o contorcer de músculos para disfarçar
nossas semelhanças e credulidades
fantasias, máscaras e rituais de camuflagem
Teu prédio tem o mesmo piso que o meu
Escorregam se úmidos chorarem nossos passos
Perfeita e cruelmente descalços ficaríamos
sem os velhos chinelos que não derrapam
quando corremos das rotinas para nos ver
em altos e baixos relevos da nossa história
Eu te copio ás inteiras desde o possível
até aos craquelados passeios do destino
darem de cara com os desertos da vontade
e subscreverem num sacrifício incrível
nosso amor sabatinado pela verdade
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Ah...o amor!!!
ResponderExcluirBelíssimo poema!
Parabéns!
Te sigo.
Bjs.