de molho , longe do asfalto
e tenho um amor de lado
que não me toma de assalto
Vejo que minha fala enguiça
no peito desafiado e aflito
e nem ligo para o conflito
não me arrisco por preguiça
Dobra minha pele esquisita
quando fecha meu punho forte
Minha pena ainda acredita
que eu viro a mesa só com sorte
Por isso não gosto de poesia
não desejo fuxicar porões
fazer trilhas e acordar vulcões
meu sonho é sombra e aposentadoria
Contudo minha palpebra direita é arredia
arrisca uma piscadela que paquera
toma partido, descongela e se insinua
e traz á alma seminua toda quimera
Peço aos anjos e apelo que no fundo
escondam o sonho fantástico que trago
de ser a mulher mais amada do mundo
pois amar demais é um grande estrago
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Fico feliz quando você comenta