Esqueceram as nuvens de franzir o céu
e nublar com mínima antecedência
capaz de avisar meu pelo e até decência
que distraído se arrepia com a água que viria
dos meus olhos inundados de cisma
que sempre estremeceu meu corpo de dor
que do pedestal viu o mal lá de cima
molhar a terra, a fera, a calma e a flor
Já tivera medo de tudo se derramar
de entregar os pontos da lã que se fia
Mas a chuva passa, o tempo abre
e o céu negro que teme o que virá
fica para trás como um tolo desastrado
é só uma chuva que desafia o amor da gente
é só uma dor que alivia o que é para sempre
é o ciúme que importuna o sol inocente
que arde e brilha forte de tão encantado
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