Durmo contigo a saber que me protege da noite.
Cultivei esse medo de dormir sozinha por quarenta anos como se pudesse guardar ali, no impróprio cultivo, meu lado criança.
Meu pai ao chegar do trabalho ía me ver no quarto e eu fingia que dormia e ele fingia que acreditava e olhava por brev´ssimos segundos até que eu, rotineiramente, abrisse o sorriso e falasse : _ oi pai!!!!!. Cena exaustivamente repetida no roteiro da vida até que cresci.
Sempre gostei de rotinas.
Num determinado aniversário me veio um presente inesquecível: o meu adorado cobertor de céu!!! Você!
Meu pai quem me deu. Ele me dava os melhores presentes do mundo pois me adivinhava.
Todo azul da cor da noite , peludo e quente , cheio de estrelas e luas , como se fosse a capa de Merlin, o Mago. Do outro lado, ele é amarelo da cor do sol, vibrante e cheio de energia e clareza com os desenhos em azul. Alterno os lados a brincar o dia e a noite e as minhas doces lembranças. Ali, eu me perco e entre eles e a minha mágica mente eu me conforto e descanso.
Não posia escapar de conhecer teu cobertor de céu, creio que foi ele que te deixou "encantada", como teu próprio Mercúrio de Casa 12. Ali por debaixo das estelas dormia a poeta de imaginação vivaz, tal qual o espírito criança Hermes-mercuriano existe dentro de cada um de nós.
ResponderExcluirBeijo
Um doce encantamento mesmo e um espaço para brincar com o dual: o dia e a noite. a criança e o adulto; o dormir e o acordar. o claro e o escuro; o pai que foi mas que não partiu até agora tão presente em todas as minhas noites no melhor presente do mundo
ResponderExcluirO amor que ele me deixou que o mantem tão vivo, apesar de morto