Tirar do cabide roupas e lãs minhas
Desatar o nó do biquini
e deitar ao sol minhas marcas
Como seria se pudesse mesmo ir?
Desandar a receita do almoço
Perder a hora, o ritual,o dia
Deixar dividir o riso,
perder o juízo e morrer de tanto rir ?????
Sem fôlego o risco se atira
Talvez para ver se eu saio da linha
se pego mesmo o trem que clama
e sigo sem o avesso da mentira
Sem ar, ainda, meus pés se agitam
Murmuram longe do chão e levantam
Ensaiam saltar muitas e muitas vezes,
entretanto paralisam e ficam
Lembro de passeatas de minhas retinas
inquietando a minha visão
erguendo placas e batendo lata
rogando felicidade em primeira mão
Quando eu der de cara com a vida
não hei de ser capaz de ficar
absolutamente a mercê da minha fala
de promessas, remessas ou perdimentos
Serei sim guia das minhas entrelinhas
Levarei pela mão o risco,o dia, a mala
O chão percorrerá a minha linha
concordando com a distância do trem
Eu acenarei feliz aos meus sofrimentos
e pensarei mais firme no que me faz bem
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